A produtividade do tomate no Sul de Minas Gerais está em ascensão, impulsionada por uma safra de inverno que se recupera de desafios climáticos. Dados do Cepea indicam que a diminuição das chuvas e a redução de doenças bacterianas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, resultando em melhores índices de produção.
No início do ciclo, os transplantios realizados entre janeiro e março enfrentaram dificuldades devido à alta incidência de doenças, como a pinta e a mancha bacteriana. O excesso de chuvas criou um ambiente propício para a disseminação desses patógenos, impactando negativamente algumas áreas produtivas.
Desempenho das primeiras colheitas
Apesar das adversidades, as primeiras colheitas, que ocorreram em março, mostraram resultados satisfatórios. A produtividade dessas áreas variou entre 350 e 400 caixas por mil plantas, evidenciando que as estratégias de manejo adotadas pelos produtores foram eficazes em preservar o potencial produtivo.
Entre abril e junho, as condições climáticas melhoraram, com a redução das chuvas e das temperaturas, o que diminuiu a pressão das doenças. Embora tenham sido registrados casos pontuais de requeima, a doença não teve impacto significativo na produção, permitindo que as áreas transplantadas entre fevereiro e março alcançassem uma produtividade média de 400 caixas por mil plantas.
Expectativas para julho
As perspectivas para julho são otimistas, com as lavouras implantadas entre março e abril apresentando melhores condições fitossanitárias. Estima-se que a produtividade alcance entre 400 e 450 caixas por mil plantas, consolidando uma recuperação ao longo da safra de inverno.
Com a melhora das condições climáticas e o desempenho positivo das lavouras, espera-se um aumento na oferta de tomate nas próximas semanas. Se o clima continuar favorável, a tendência é que os bons índices produtivos se mantenham nas principais regiões do Sul de Minas, um dos polos mais relevantes da tomaticultura no Brasil.











