O projeto Flautistas de Marambaia, que une arte e preservação ambiental, acaba de receber reconhecimento da Unesco, destacando sua importância na educação de crianças e jovens da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desde 2002, a iniciativa oferece aulas de música e conscientização ambiental no bairro de Barra de Guaratiba e em comunidades vizinhas.
Organizado pelo Instituto Timbre em parceria com a UFRJ, o projeto ocorre no sítio Burle Marx, um Patrimônio Mundial da Unesco. As atividades incluem canto, dança e educação ambiental, promovendo uma conexão profunda entre os jovens e os ecossistemas locais, especialmente os manguezais.
Impacto Cultural e Ambiental
A proposta do Flautistas de Marambaia é estimular reflexões sobre a biodiversidade e a cultura, aproximando os participantes do seu território. A presidente do Instituto Timbre, Luiza Sales, enfatiza a importância do projeto para a formação dos jovens: “Eles têm a oportunidade de ter contato com diversas linguagens artísticas e com a educação ambiental.”
Além de promover a arte, a iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O projeto foca na preservação dos ecossistemas, na conscientização sobre recursos hídricos e na educação, através do ensino de música e sustentabilidade.
Luiza Sales também ressalta o reconhecimento recente: “Recebemos uma chancela da Unesco como uma das ações pela Década dos Oceanos, contribuindo para a conscientização e preservação dos oceanos.”
Desde sua criação, o Flautistas de Marambaia já atendeu mais de 1,2 mil crianças e jovens. Atualmente, cerca de 50 alunos participam das aulas, que incluem flauta, expressão corporal e vivência cênica, sempre com um forte enfoque na educação ambiental.











