Trocar telas por livros pode ser uma estratégia eficaz para combater a ansiedade, segundo a psicóloga Gabriela Inthurn. Ela sugere que, ao invés de passar horas rolando feeds nas redes sociais, as pessoas reservem um tempo para a leitura recreativa. Essa mudança simples pode ter um impacto significativo na saúde mental.
De acordo com Gabriela, a chamada “dieta de dopamina” se refere ao prazer imediato que as plataformas digitais proporcionam, mas que, a longo prazo, prejudica a capacidade de lidar com a frustração. A superexposição a estímulos rápidos, como vídeos curtos, pode afetar o funcionamento do cérebro e aumentar a ansiedade.
Os efeitos da leitura no cérebro
Em contraste, a leitura de livros exige atenção focada e ativa áreas importantes do cérebro, como o córtex visual e o córtex temporal. Essa prática não apenas estimula a memória, mas também ajuda a desacelerar a mente, proporcionando um efeito calmante que pode reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.
Além de ser uma forma de entretenimento, a leitura pode servir como um recurso terapêutico. Gabriela explica que ao se envolver em outras narrativas, a mente consegue se distanciar dos problemas do dia a dia, promovendo um alívio significativo da ansiedade.
Para aqueles que desejam criar o hábito da leitura, algumas dicas práticas podem ser úteis. Primeiro, mantenha os livros sempre ao alcance, assim como o celular. Isso facilita o acesso e incentiva a leitura em momentos livres.
Comece com temas que você gosta, escolhendo livros que realmente chamem sua atenção. A regularidade é mais importante do que a quantidade de páginas lidas; dedicar alguns minutos todos os dias pode ser mais benéfico do que longas sessões esporádicas.
Por fim, associe a leitura a momentos de prazer, como uma pausa para o café. Não existe um horário ideal para ler, mas é importante escolher momentos em que você esteja relaxado e não muito cansado, para que a experiência seja realmente prazerosa.











