O presidente russo, Vladimir Putin, chegou a Pequim nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, para uma reunião com o líder chinês, Xi Jinping. O encontro ocorre poucos dias após a visita de Donald Trump à China, onde buscou estabilizar as relações entre os Estados Unidos e o país asiático. A visita de Putin visa reafirmar os laços inabaláveis entre Rússia e China, especialmente em um momento de crescente isolamento diplomático de Moscou.
Os dois líderes pretendem discutir maneiras de fortalecer a parceria estratégica entre suas nações. A relação entre Rússia e China se aprofundou desde a invasão da Ucrânia em 2022, e Putin tem visitado Pequim anualmente desde então. A China se tornou a principal compradora de petróleo russo, o que é crucial para a economia russa, especialmente sob sanções internacionais.
Cooperação em Tempos de Crise
Durante a visita, Putin e Xi trocaram mensagens de felicitação em comemoração aos 30 anos da associação estratégica entre os dois países. Xi destacou que a cooperação tem se aprofundado continuamente, enquanto Putin afirmou que as relações atingiram um nível sem precedentes. Ambos os líderes enfatizaram a busca por paz e prosperidade, sem mencionar diretamente os Estados Unidos ou outros países.
A visita de Putin não terá a mesma pompa que a de Trump, mas os analistas acreditam que os laços entre os dois presidentes são mais estáveis do que os entre China e Estados Unidos. A China, que frequentemente pede negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, mantém uma postura neutra e não condena a Rússia por suas ações militares.
Putin também está atento ao compromisso da China em relação ao petróleo, especialmente após Trump ter anunciado que Pequim concordou em comprar petróleo dos Estados Unidos. A Rússia depende das vendas para a China para sustentar seu esforço de guerra, e Putin busca garantir que esse apoio permaneça firme.
Além disso, a dinâmica no Oriente Médio pode influenciar as discussões entre os dois líderes. Enquanto a China prioriza a liberdade das rotas marítimas, a Rússia se beneficia economicamente do conflito no Irã. Essa diferença de prioridades pode afetar a cooperação entre os dois países em questões regionais.
Para o Brasil, a aproximação entre Rússia e China pode ter reflexos diretos, especialmente no comércio e nas relações internacionais. A dependência da China por recursos energéticos e a busca por novas parcerias podem abrir oportunidades e desafios para o país sul-americano no cenário global.











