Uma pesquisa da Quaest revela que 52% dos brasileiros são contrários à redução das penas para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A nova legislação, conhecida como Lei da Dosimetria, foi promulgada no dia 8 de maio, após o Congresso derrubar o veto do presidente Lula.
O levantamento, divulgado neste domingo, mostra que apenas 39% dos entrevistados apoiam a suavização das condenações, enquanto 9% não têm uma opinião definida. A divisão das opiniões reflete um cenário político polarizado no Brasil.
Divisão Política e Opiniões
Quando analisadas as preferências políticas, a pesquisa indica que a maioria dos eleitores bolsonaristas é favorável à nova legislação. Em contrapartida, aqueles que se identificam como “não lulistas” rejeitam a flexibilização das penas com maior intensidade.
Entre os independentes, 58% se opõem à redução das penas, enquanto 31% apoiam a medida. Este grupo também apresenta um percentual significativo de 11% que não se manifestou sobre o assunto.
A pesquisa também investigou a percepção sobre as intenções por trás da aprovação do PL da Dosimetria. Para 54% dos entrevistados, a medida visou especificamente beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 34% acreditam que a intenção foi aliviar as penas de todos os envolvidos nos atos golpistas.
O estudo foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio, com a participação de 2.004 pessoas em todo o Brasil. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que indica uma amostra representativa das opiniões da população.
Esses dados refletem um momento crítico na política brasileira, onde a discussão sobre a justiça e as consequências dos atos de 8 de janeiro ainda geram debates intensos. O impacto dessa legislação pode reverberar nas próximas eleições e na percepção pública sobre a justiça no país.











