Quase 1,5 milhão de muçulmanos iniciaram nesta segunda-feira, 25 de maio, os rituais do hajj, a grande peregrinação a Meca, mesmo em meio a um cenário de conflitos no Oriente Médio. A expectativa por um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã traz um ar de esperança entre os fiéis que se reúnem na cidade sagrada.
Os peregrinos, que enfrentam temperaturas que podem chegar a 47 graus, começaram o dia com o rito do “tawaf”, que consiste em dar voltas ao redor da Kaaba, a estrutura central da Grande Mesquita. Este ano, a peregrinação ocorre em um contexto delicado, com a Arábia Saudita e seus aliados enfrentando tensões com o Irã.
Impacto das Negociações de Paz
O início do hajj coincide com avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que buscam um acordo de paz. As tensões na região, exacerbadas por ataques aéreos e represálias, tornam a segurança um tema central para as autoridades sauditas, que tentam manter a peregrinação livre de conflitos.
Apesar da guerra, as autoridades sauditas relatam um aumento no número de peregrinos em comparação ao ano anterior. O governo se empenha em garantir a segurança dos visitantes, mobilizando forças de defesa aérea para proteger os locais sagrados.
Os peregrinos expressam esperança em um futuro pacífico. Mohamed Shahada, um egípcio de 50 anos, comentou sobre o impacto do conflito no Irã, ressaltando que “ninguém quer guerras”. Essa visão é compartilhada por muitos que veem a peregrinação como um momento de união e espiritualidade.
O hajj é um dos pilares do islã e deve ser realizado por todo muçulmano ao menos uma vez na vida, desde que tenha condições. Os rituais, que se estendem por vários dias, incluem a entrada em um estado de pureza e a realização de atividades em Meca e arredores.
A Arábia Saudita, ao receber milhões de peregrinos anualmente, arrecada bilhões de dólares com a peregrinação. Este fluxo de visitantes é crucial para a economia do país, especialmente em tempos de incerteza política e econômica na região.











