
O ministro da Defesa, José Múcio, reforçou nesta quinta-feira (21) que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) os nomes citados pelo hacker Walter Delgatti Neto em depoimento à Polícia Federal (PF) das pessoas que o teriam recebido no Ministério da Defesa em 2022 para tratar sobre as eleições presidenciais.
Ele ressaltou que a pasta da Defesa não abriu procedimentos internos sobre o caso nem levantou quais seriam as punições exatamente por não ter os nomes dessas pessoas.
data-youtube-width=”500px” data-youtube-height=”281px” data-youtube-ui=”politica” data-youtube-play=”” data-youtube-mute=”0″ data-youtube-id=”bVWWL0I8mYw”
“Tenho horror a desconfiar, [pois se] começa a suspeitar de pessoas que estão do nosso lado. Quando tivermos os nomes, aí poderemos ser cobrados pelo que fizemos”, pontuou.
Múcio explicou que havia conversado com o delegado-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que disse que o caso corre em segredo de Justiça. Então, os dados foram solicitados ao relator do caso no Supremo, Alexandre de Moraes, ainda segundo o ministro.
A fala do chefe da Defesa aconteceu após ser perguntado se já havia solicitado ao STF as informações da delação premiada de Mauro Cid.
Sobre a delação premiada de Mauro Cid à PF, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), na qual ele disse que o ex-presidente discutiu plano de golpe com a cúpula das Forças Armadas, José Múcio destacou que Exército, Marinha e Aeronáutica “não queriam absolutamente golpe”.
“Desejamo que tudo isso seja esclarecido para largarmos de vez essa aura de suspeição sobre todos, punirmos só verdadeiros culpados e tirarmos esses outros que ajudaram o país e não participaram”, colocou.
Sobre o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, que, segundo Cid, tinha intenções golpistas, o ministro da Defesa comentou:
“Olha, ele não me recebeu para conversar, depois nós nos encontramos, eu conversei, mas era uma posição pessoal, havia um presidente eleito, um presidente empossado, a Justiça promulgou, de maneira que estávamos 100% do lado da lei, mas ele não.”
Compartilhe: