A volta de Rebeca Andrade ao Mundial de Ginástica Artística começou com um resultado importante para o Brasil. Nesta segunda-feira (19), em Roterdã, na Holanda, a ginasta liderou a classificatória do salto e ajudou a seleção brasileira a garantir presença em cinco finais da competição.
Com 159,131 pontos, a equipe feminina terminou a classificatória na oitava posição e conquistou a última vaga na final por equipes, marcada para quarta-feira (21). Rebeca avançou em primeiro lugar no salto, enquanto Flávia Saraiva ficou na terceira posição da trave. Flávia e Lorrane Oliveira também garantiram vaga na final do individual geral.
O Brasil chegou à última rotação fora da zona de classificação para a final por equipes. Rebeca foi a última brasileira a se apresentar no salto e conseguiu uma pontuação decisiva para fazer a seleção subir três posições e assegurar a vaga.
No primeiro salto, Rebeca executou um Yurchenko com dupla pirueta e recebeu 14,400 pontos, sendo 9,400 de execução. Na segunda tentativa, apresentou o Lopez e obteve 14,266 pontos, com 9,466 de execução. A média de 14,533 colocou a brasileira na liderança da classificatória do aparelho. Ela ainda recebeu um bônus de 0,2 ponto por executar saltos de grupos diferentes.
Com o resultado, o Brasil superou a Grã-Bretanha por menos de dois décimos e garantiu presença entre as oito equipes finalistas.
Além do salto, Rebeca competiu na trave, mas sofreu uma queda durante a apresentação e terminou com 13,033 pontos, nota insuficiente para colocá-la entre as finalistas do aparelho.
Aos 27 anos, a ginasta voltou a disputar um Mundial após ficar fora da edição de 2025, realizada em Jacarta, na Indonésia. Depois dos Jogos Olímpicos de Paris-2024, nos quais conquistou quatro medalhas, Rebeca optou por uma pausa para recuperação física e mental.
Nesta edição, ela compete apenas no salto e na trave. A decisão de deixar o solo também busca preservar o corpo diante do histórico de lesões no joelho, que já passou por cinco cirurgias, com foco na preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
Flávia Saraiva somou 53,566 pontos nos quatro aparelhos e terminou na 12ª posição do individual geral, garantindo vaga na final. Na trave, executou uma série consistente e recebeu 14,400 pontos, resultado que a colocou em terceiro lugar na classificatória do aparelho.
Nas barras assimétricas, Flávia marcou 13,300 pontos. No solo, recebeu 12,866, enquanto no salto obteve 13,000.
Lorrane Oliveira avançou à final do individual geral na 22ª posição, com 52,165 pontos. A classificação marcou seu retorno à disputa da prova em um Mundial pela primeira vez desde 2015. Seu melhor desempenho foi nas barras assimétricas, com 13,700 pontos. No solo, ela conseguiu 13,133, enquanto marcou 12,466 na trave e 12,866 no salto.
Além de Rebeca, Flávia e Lorrane, a equipe brasileira contou com Thais Fidélis e Sophia Weisberg na classificatória. Thais contribuiu com 13,500 pontos na trave e 12,766 no solo. Sophia teve duas quedas nas barras assimétricas e recebeu 10,033 pontos no aparelho. Sua nota no solo foi descartada do total da equipe.
A seleção brasileira somou 39,200 pontos nas barras assimétricas, 40,933 na trave, 37,332 no solo e 40,266 no salto, fechando a classificatória com 159,131 pontos.
Com o resultado, o Brasil disputará cinco finais no Mundial: por equipes, salto, trave e individual geral, nesta última com duas representantes.
As finais da competição estão programadas para os seguintes dias: quarta-feira (21), final por equipes, às 14h30, no horário de Brasília; sexta-feira (23), final do individual geral; sábado (24), final do salto; e domingo (25), final da trave.
Na disputa por equipes, as três seleções que terminarem no pódio garantirão vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.











