O ex-candidato à presidência do Peru, Roberto Sánchez, reconheceu a vitória de Keiko Fujimori nas eleições, mas destacou a presença de irregularidades no processo eleitoral. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 6 de julho, após o Júri Nacional de Eleições (JNE) proclamar Fujimori como presidente eleita para o período de 2026 a 2031.
Fujimori conquistou 50,135% dos votos no segundo turno, enquanto Sánchez obteve 49,865%. A disputa acirrada e a demora na contagem dos votos, que se estendeu por três semanas, geraram descontentamento e questionamentos sobre a legitimidade do resultado.
Irregularidades e a Resposta da Oposição
No comunicado conjunto de seu partido, Juntos pelo Peru, e de outras duas legendas de esquerda, Sánchez reconheceu a proclamação, mas enfatizou o direito de denunciar as irregularidades ocorridas. Os partidos formaram uma coalizão parlamentar de oposição com o objetivo de exercer um “controle político firme” e buscar a “restauração da paz” no país.
Entre as demandas da nova coalizão está a revogação de leis que, segundo eles, favorecem a criminalidade. Além disso, pedem a libertação do ex-presidente Pedro Castillo, que está preso após uma tentativa de autogolpe em 2022.
A situação política no Peru é de grande relevância para a América Latina, uma vez que reflete as tensões entre diferentes correntes ideológicas e a luta por um governo que represente a diversidade do país. As consequências dessa disputa podem reverberar em outras nações da região, onde a polarização política também é um tema recorrente.
O JNE já rejeitou pedidos de anulação dos votos do exterior, considerados infundados, e Sánchez recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para contestar o resultado. A expectativa agora é como a nova administração de Fujimori irá lidar com a oposição e as tensões sociais que surgem a partir deste processo eleitoral.
Keiko Fujimori tomará posse no dia 28 de julho, marcando o retorno do fujimorismo ao poder após 26 anos da queda de seu pai, Alberto Fujimori. O legado de Alberto ainda divide a opinião pública peruana, e sua filha enfrentará o desafio de unir um país polarizado.











