O trio feminino formado por Rosana Paulino, Diane Lima e Adriana Varejão é a grande aposta do Brasil na Bienal de Veneza de 2026. Com uma proposta inovadora, as artistas buscam explorar a intersecção entre suas obras, desafiando a arquitetura modernista do pavilhão brasileiro.
Adriana Varejão, conhecida por suas pinturas que dialogam com a iconografia barroca, apresenta 12 obras da série Azulejões. Essas pinturas, instaladas de forma inusitada dentro da viga do pavilhão, evocam a estética dos afrescos de igrejas, trazendo uma nova dimensão ao espaço expositivo.
Uma Simbiose Criativa
Rosana Paulino, por sua vez, traz à tona o projeto Arácnis, que remete a sua produção de 1996. A artista utiliza elementos de tecido para criar teias que imprimem rostos de pessoas escravizadas, promovendo um diálogo profundo sobre identidade e memória.
Diane Lima, que atua como curadora, destaca a importância dessa colaboração. Segundo ela, a interação entre as obras de Adriana e Rosana não se limita apenas ao aspecto visual, mas também envolve questões cromáticas e iconográficas que enriquecem a experiência do espectador.
A Bienal de Veneza, um dos eventos de arte mais prestigiados do mundo, oferece uma plataforma única para que essas artistas brasileiras expressem suas visões. A escolha de um trio feminino reflete uma tendência crescente de valorização da arte feita por mulheres, que ganham cada vez mais espaço nas principais mostras internacionais.
Para o público, essa exposição representa uma oportunidade de refletir sobre temas relevantes, como a história da escravidão e a busca por identidade. As obras não apenas dialogam entre si, mas também com o contexto social e cultural do Brasil, proporcionando uma experiência rica e multifacetada.
Com a Bienal se aproximando, a expectativa em torno do trabalho de Rosana, Diane e Adriana só aumenta. O trio promete não apenas representar o Brasil, mas também inspirar novas discussões sobre arte, gênero e história em um cenário global.











