O bailarino russo Rudolf Nureyev pediu asilo na Inglaterra em 1961. Foi no país que conheceu Margot Fonteyn, considerada uma das maiores bailarinas do mundo.
Nureyev se apaixonou imediatamente por Margot, que era casada. Apesar disso, os dois construíram uma das mais marcantes duplas da história da dança. Margot também se apaixonou pelo bailarino, mas o relacionamento permaneceu restrito aos palcos.
Durante anos, os dois foram aplaudidos pelo público. Margot continuou casada até que seu marido foi baleado durante um assalto e ficou sem poder andar. Ela passou a se dedicar aos cuidados dele, enquanto mantinha o trabalho com Nureyev para ajudar a pagar as despesas da casa.
Após a morte do marido, Margot ficou livre para seguir a própria vida. No entanto, descobriu uma doença que, na época, era difícil de tratar e precisou abandonar a dança.
Nureyev passou a se apresentar sozinho. A cada espetáculo, lembrava-se da bailarina, que já não podia estar ao seu lado. Mesmo assim, continuou sendo reconhecido por sua inspiração e seu talento.
O bailarino também visitava Margot no hospital e permanecia ao lado dela pelo tempo que podia. Segundo o relato, isso se estendeu por anos, período em que Nureyev contava à bailarina sobre suas temporadas.
Ele teria mantido um acordo secreto com o hospital para pagar as despesas de Margot, que nunca soube oficialmente quem arcava com os custos. Ainda assim, tinha a certeza de que Nureyev era seu protetor.
O autor do relato afirma ter conhecido Rudolf Nureyev em 1980, durante uma apresentação no Theatro Municipal de São Paulo. A plateia o aplaudiu por longo tempo e deixou o local encantada com o espetáculo.
Naquela noite, segundo o texto, o amor de Nureyev por Margot Fonteyn estava representado no palco: ele dançava como o vento e emocionava como a chuva.











