A Rússia executou um dos ataques mais abrangentes desde o início da guerra na Ucrânia, na madrugada de 2 de junho de 2026. Utilizando 73 mísseis e 656 drones, o bombardeio resultou em pelo menos 11 mortes e dezenas de feridos, com alvos principais em Kiev, Dnipro, Poltava, Kharkiv e Zaporíjia.
As forças de defesa aérea da Ucrânia relataram ter neutralizado 40 mísseis e 602 drones, mas mesmo assim, 30 mísseis balísticos e 33 drones atingiram diversas áreas, causando destruição significativa. O ataque marca uma escalada na intensidade dos combates, refletindo a crescente tensão na região.
Mortes e destruição
Em Kiev, quatro pessoas perderam a vida e 63 ficaram feridas, incluindo crianças. Os danos em infraestruturas civis foram extensos, com edifícios residenciais sendo severamente afetados.
Na cidade de Dnipro, ao menos seis pessoas morreram e 36 ficaram feridas após um segundo ataque, que ocorreu enquanto os socorristas trabalhavam no local. Em Kharkiv, 14 feridos foram registrados, com danos a residências e veículos.
As operações de resgate continuaram durante a manhã, mesmo com alertas de novos ataques aéreos. A situação humanitária se agrava, com a população enfrentando não apenas os bombardeios, mas também a incerteza e o medo constantes.
Rússia confirma ataques
As Forças Armadas russas confirmaram a realização dos ataques, caracterizando-os como uma ofensiva massiva com precisão. Segundo os militares, os alvos incluíam instalações militares e de transporte que apoiam o exército ucraniano.
Esse ataque ocorre após declarações do presidente Vladimir Putin, que indicou uma nova fase na guerra, em resposta a um ataque ucraniano que resultou em várias mortes. A Rússia também emitiu um aviso para que cidadãos estrangeiros deixem a Ucrânia, aumentando a preocupação internacional sobre a escalada do conflito.
Os desdobramentos desse ataque podem ter impactos diretos no Brasil, especialmente em termos de segurança alimentar e energética, uma vez que a guerra afeta o fornecimento de grãos e combustíveis. A comunidade internacional observa atentamente a situação, temendo que a escalada do conflito possa levar a uma crise humanitária ainda mais profunda.











