SAF vira tabu no Flamengo e mobiliza possíveis candidatos à sucessão de Landim; entenda posicionamentos

A possível criação de uma SAF no Flamengo, desejo do atual presidente, Rodolfo Landim, virou tabu no clube em ano de eleição. Candidatos a possíveis sucessor se mobilizam para se afastar da ideia.

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O motivo é simples: a maioria dos grupos políticos que formam a massa de sócios votantes é contra a venda de qualquer percentual para uma empresa neste momento, ou seja, este ano.

Landim e seus pares têm promovido debates com conselheiros e levado políticos na Gávea nos últimos meses para que todos se inteirem das possibilidades, mas a sugestão não foi adiante.

Com forte resistência política, o tema da SAF virou um tabu. Como Landim não pode ser reeleito, possíveis sucessores na eleição para presidente foram forçados a se posicionarem.

Internamente, Rodrigo Dunshee, vice-geral de Landim e postulante a sucessor, já havia sinalizado que não era o momento de discutir uma SAF, e voltou a negar o interesse em fazer isso agora.

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que chegou a promover palestras sobre o tema, afirmou nos grupos que era contra a implementação neste momento, e confirmou ao blog que não é a favor da SAF hoje.

A oposição, a partir disso, também entrou em cena. Nomes como Walter Monteiro e até Eduardo Bandeira de Mello articularam uma possível alteração no estatuto para que todos sejam contra a SAF.

O bloco de oposição no Flamengo sugere que uma SAF só possa ser criada caso:

a) Uma assembleia de associados reúna pelo menos 3.600 pessoas;

b) Que ao menos 2.400 aprovem a criação;

c) Que imponha uma longa quarentena

“É muito difícil mudar o estatuto quando a proposta não vem diretamente dos poderes do clube. Mas se BAP (presidente do CoAd) ou RD (volta e meia presidente em exercício) quiserem, apresentam a emenda e a tramitação é acelerada. Farão isso? Duvido!!! Por via das dúvidas, a oposição vai apresentar essa emenda. Precisamos no mínimo da assinatura de 50 Conselheiros, mas esperamos contar com bem mais. É preciso deixar claro que não vamos tolerar uma SAF à toque de caixa, sabe-se lá com que motivos”, alegou Walter Monteiro, que formulou proposta de alteração ao lado dos conselheiros Gil de Barros e Carlos Ferrão.

Para Landim, uma eventual venda de 25% de uma SAF rubro-negra, com controle da associação, permitiria a construção do estádio próprio de forma mais segura.

— Criar uma empresa que é dona do futebol, e eu faço uma diluição dela a exemplo do que o Bayern fez, que vendeu 25% dessa empresa com aumento de capital. Então, se 75% valem R$ 4,5 bilhões, coloca R$ 1,5 bilhão do lado de cá e fica com 25%. Eu posso vender para três caras como o Bayern fez: um que queira o naming rights, um que queira se associar ao Flamengo por 50 anos pela importância que o Flamengo tem ou por algum aspecto estratégico que possa trazer. E aí eu tenho dinheiro para fazer o estádio — disse Landim ao ge em maio.

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