A segurança pública é uma preocupação crescente entre os brasileiros, e uma recente pesquisa do Instituto Sou da Paz revela que apenas 32% da população se sente segura na cidade onde vive. O estudo, realizado entre novembro e dezembro de 2025, aponta que a sensação de insegurança é ainda mais acentuada entre as mulheres, com apenas 26% delas afirmando se sentir seguras em seus ambientes cotidianos.
O levantamento, que contou com 1.115 entrevistas em todo o país, destaca que a maioria da população defende propostas que priorizam a eficiência e a prevenção. Além disso, 73% dos entrevistados acreditam que os criminosos devem ser julgados e presos, demonstrando um desejo por justiça e um sistema penal mais eficaz.
Percepção da Violência e Medidas Necessárias
Outro dado alarmante é que 83% dos participantes identificaram a violência contra a mulher como um problema presente em suas cidades. Isso evidencia a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para a proteção das mulheres e o combate à violência de gênero.
Os dados também mostram que a população não apoia radicalismos, como a ideia de que “bandido bom é bandido morto”, com apenas 20% concordando com essa afirmação. Em contrapartida, 55% acreditam que as leis existentes devem ser aplicadas de maneira justa e igualitária a todos os criminosos.
Com relação ao uso de armas, 77% dos entrevistados entendem que armas legalmente adquiridas podem ser utilizadas em atos violentos quando roubadas. Além disso, 73% afirmam que a circulação de mais armas aumenta a violência nas cidades, o que levanta questões sobre o controle de armamentos e a segurança pública.
Para melhorar a segurança, o Instituto Sou da Paz recomenda cinco prioridades: proteger meninas e mulheres, fortalecer as polícias, enfrentar o crime organizado, reduzir roubos e retirar armas ilegais de circulação. Essas medidas são vistas como essenciais para transformar a realidade da segurança pública nos próximos anos.
Com a crescente preocupação com a segurança, é fundamental que a população se mantenha informada e engajada em discussões sobre o tema. O entendimento das necessidades e anseios da sociedade pode impulsionar mudanças significativas e efetivas na segurança pública, beneficiando a todos, especialmente as mulheres, que enfrentam desafios adicionais em suas comunidades.











