O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que, sem seu arsenal de mísseis, o país estaria em uma situação semelhante à da Faixa de Gaza. Em declarações feitas no Paquistão, ele enfatizou que o programa balístico do Irã é uma questão não negociável e essencial para sua defesa.
Pezeshkian destacou que, sem os mísseis, o Irã teria sido alvo de ataques implacáveis por parte de Israel e dos Estados Unidos, assim como ocorreu em Gaza. Ele reforçou que a capacidade de defesa do país é uma linha vermelha nas negociações internacionais.
Contexto das Negociações
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, corroborou a posição do Irã ao afirmar que o acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã não inclui a questão dos mísseis balísticos. Sharif argumentou que não é justo que alguns países possuam esses armamentos enquanto o Irã é pressionado a renunciar a eles.
Os mísseis iranianos foram desenvolvidos como resposta à vulnerabilidade da defesa aérea do país durante a guerra com o Iraque, na década de 1980. Desde então, o programa evoluiu, aumentando tanto o alcance quanto a precisão dos armamentos, o que gera preocupação em Israel, que vê essa capacidade como uma ameaça direta.
As negociações sobre o programa nuclear iraniano sempre incluíram tentativas dos Estados Unidos de abordar o arsenal de mísseis, bem como o apoio do Irã a grupos armados na região. Recentemente, no entanto, o presidente dos Estados Unidos parece ter adotado uma postura mais flexível em relação a essas questões.
Esse cenário é relevante para o Brasil, pois a instabilidade no Oriente Médio pode impactar os mercados globais e, consequentemente, a economia brasileira. A dependência do Brasil em relação a commodities e energia torna o país vulnerável a flutuações causadas por tensões internacionais.











