Servidora da Saúde de Paracatu tem bens bloqueados por suspeita de uso indevido de verba pública para cirurgias plásticas
Imagem: Reprodução
Uberlândia

Servidora da Saúde de Paracatu tem bens bloqueados por suspeita de uso indevido de verba pública para cirurgias plásticas

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Uma servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Paracatu, localizada no Noroeste de Minas Gerais, teve seus bens e contas bancárias bloqueados pela Justiça. A medida foi tomada após o Ministério Público acusá-la de utilizar recursos públicos para realizar cirurgias plásticas estéticas.

A decisão, proferida em 3 de junho, faz parte de uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O bloqueio pode alcançar o valor de R$ 35.346,39, quantia que, segundo a investigação, representa o prejuízo aos cofres públicos.

A servidora, identificada pelas iniciais B. T. M, ocupava um cargo de direção na Secretaria de Saúde e, conforme o Ministério Público, teria utilizado sua posição para obter atendimento médico sem seguir os trâmites normais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em abril de 2025, ela teria realizado duas cirurgias plásticas, uma no abdômen e outra nas mamas, totalizando um custo de R$ 31.403,75, pagos com verbas públicas destinadas à saúde. O juiz responsável pelo caso considerou que existem indícios suficientes para o bloqueio dos bens, visando garantir um possível ressarcimento ao erário.

Além do bloqueio, a decisão judicial inclui restrições à venda ou transferência de veículos em nome da servidora e a citação dela para apresentar defesa. O Ministério Público busca que a Justiça reconheça a prática de improbidade administrativa, e o caso ainda está em andamento, sem uma decisão final sobre as acusações.

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