A inteligência artificial está transformando o setor de seguros, passando de uma simples ferramenta de automação para um elemento central na criação de negócios. As seguradoras brasileiras estão cada vez mais investindo nessa tecnologia, com previsão de aportes de até R$ 2,8 bilhões até o final de 2026.
De acordo com um estudo da CNseg em parceria com a EY, cerca de 80% das seguradoras já utilizam IA em diversas etapas de suas operações, como atendimento ao cliente, gerenciamento de sinistros e subscrição. Agora, a inovação avança para a distribuição de produtos, tornando a experiência do consumidor mais fluida e personalizada.
IA na experiência do consumidor
Com o uso de agentes de IA, as seguradoras podem entender o contexto das interações com os clientes. Isso significa que, em vez de redirecionar o usuário para formulários, a tecnologia é capaz de identificar necessidades de proteção e concluir a contratação diretamente na conversa, seja por texto ou voz.
Mauro D’Ancona, CEO da 180 Seguros, destaca que a próxima fase na distribuição de seguros envolve a participação ativa da inteligência artificial na experiência de compra. A IA não apenas automatiza processos, mas também cria uma nova camada de interação, apresentando seguros de forma contextualizada e em linguagem simples.
Além disso, a tecnologia já está sendo utilizada na regulação automatizada de sinistros, o que reduz significativamente o tempo de análise e acelera o pagamento de indenizações. Isso representa um avanço importante na eficiência do setor, beneficiando tanto as seguradoras quanto os consumidores.
A expectativa é que o uso de inteligência artificial generativa se torne cada vez mais comum, especialmente à medida que bancos e fintechs adotem essa tecnologia em seus canais de relacionamento. Um estudo da Capgemini revela que 60% dos consumidores estão dispostos a compartilhar dados pessoais em troca de coberturas mais personalizadas, evidenciando a demanda por experiências mais contextualizadas.
Com isso, os agentes inteligentes estão se transformando de meros assistentes virtuais em protagonistas na comercialização de produtos financeiros. Essa mudança não só melhora a experiência do cliente, mas também abre novas oportunidades de negócios para as seguradoras no Brasil.











