O mercado de grãos no Brasil apresenta um cenário contrastante em junho de 2026, com a soja ganhando força enquanto o milho enfrenta desafios significativos. Segundo um relatório do Rabobank, a valorização da soja é impulsionada por uma demanda externa robusta e um aumento no processamento interno, enquanto o milho sofre com a pressão de uma safra recorde e a concorrência internacional.
Soja em alta com exportações fortes
Os preços da soja pagos aos produtores brasileiros subiram cerca de 2% em junho, refletindo um aumento nas exportações e na demanda interna. Em maio, o Brasil exportou 14,8 milhões de toneladas da oleaginosa, um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, consolidando o país como o principal fornecedor mundial.
A combinação de uma safra recorde e a competitividade da soja brasileira no mercado global tem sido crucial para o desempenho positivo das exportações. Além disso, a demanda interna para processamento continua aquecida, o que ajuda a sustentar os preços nas principais regiões agrícolas.
Desafios para o milho no mercado
Por outro lado, o milho enfrenta um cenário mais desafiador, com as exportações caindo para apenas 250 mil toneladas em maio, uma redução de 47% em relação ao mês anterior. A ampla oferta interna e a forte concorrência de países como Estados Unidos e Argentina têm pressionado os preços para baixo.
A colheita da segunda safra de milho já alcançou 7% da área cultivada, superando o índice do ano passado. Apesar das boas condições em regiões como Mato Grosso, há preocupações com perdas em estados como Goiás e Minas Gerais devido a fatores climáticos.
Expectativas para o segundo semestre
Os produtores estão adotando uma postura cautelosa na comercialização, especialmente no milho, onde a expectativa de ampla oferta torna os vendedores mais reticentes. Para a soja, a tendência é de manutenção da firmeza nos preços, sustentada pela demanda externa e pela indústria.
À medida que a colheita avança e a oferta aumenta, o mercado permanecerá atento às condições climáticas e aos fluxos internacionais de comércio. A expectativa é que o segundo semestre traga desafios e oportunidades distintas para cada cultura, refletindo a dinâmica do agronegócio brasileiro.











