O mercado internacional da soja apresentou oscilações nesta semana, refletindo a volatilidade que tem caracterizado o setor em 2026. A Bolsa de Chicago (CBOT) viu os contratos futuros da oleaginosa iniciarem a semana com alta, impulsionados pelas exportações dos Estados Unidos e pela demanda da indústria de esmagamento. Contudo, na terça-feira (16), os preços começaram a corrigir, devolvendo parte dos ganhos anteriores devido a fatores como a queda do petróleo e a melhora nas condições das lavouras americanas.
Exportações e esmagamento sustentam alta da soja em Chicago
Na segunda-feira, os contratos futuros da soja fecharam em alta, com o vencimento julho cotado a US$ 11,19 por bushel. O aumento foi sustentado por um crescimento de 27% nas inspeções de embarques na semana encerrada em 11 de junho, que se aproximaram das expectativas do mercado.
Além disso, o relatório da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (NOPA) indicou um esmagamento de aproximadamente 5,68 milhões de toneladas em maio, o que, apesar de ser um pouco inferior ao mês anterior, representa um aumento de 8,3% em relação ao ano passado.
Mercado devolve ganhos diante de melhora das lavouras americanas
Na terça-feira, os contratos futuros da soja começaram a recuar, com perdas entre 8,75 e 9,50 pontos. A atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou uma leve melhora na classificação das lavouras, o que reduziu os prêmios climáticos nos preços.
Os investidores permanecem atentos às previsões climáticas para julho, um mês crucial para o desenvolvimento das lavouras. Modelos meteorológicos sugerem a possibilidade de clima seco em regiões produtoras, o que pode impactar a produção.
Queda do petróleo também pressiona os preços
A desvalorização do petróleo, com quedas superiores a 2% nos contratos do Brent e WTI, também influencia o mercado da soja. A redução nos preços do petróleo limita a competitividade dos biocombustíveis, pressionando os preços dos derivados agrícolas.
Mercado brasileiro acompanha clima e logística
No Brasil, as negociações de soja variam conforme as particularidades de cada estado. No Rio Grande do Sul, a soja foi negociada a R$ 128,81 por saca, enquanto em Santa Catarina, o preço chegou a R$ 130,00 por saca, com atenção voltada para as baixas temperaturas que podem afetar as lavouras.
Em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário da soja começou nesta semana, visando controlar a ferrugem asiática, enquanto em Mato Grosso, o preço médio estadual foi de R$ 105,81 por saca, com uma leve valorização.
Os próximos dias prometem ser de forte sensibilidade aos relatórios climáticos, ao comportamento do petróleo e ao ritmo das exportações globais. Para os produtores brasileiros, acompanhar essas variáveis será essencial para definir estratégias de comercialização da safra.











