O mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) apresenta alta nesta terça-feira, 23 de junho, impulsionada pelo farelo de soja e ajustes técnicos. Apesar da recuperação, os traders permanecem cautelosos, monitorando o clima nos Estados Unidos e a demanda externa, que ainda apresenta sinais mistos.
Na sessão anterior, os preços da soja sofreram pressão, refletindo exportações fracas e condições climáticas favoráveis no Cinturão do Milho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou boas condições das lavouras, o que limitou a recuperação dos preços.
Alta nos contratos futuros e suporte do farelo
Os contratos futuros da soja registraram ganhos entre 5,50 e 7 pontos, com o vencimento de julho sendo negociado a US$ 11,21 por bushel. O farelo de soja, que segue o ritmo positivo dos grãos, tem sido um fator crucial para sustentar as cotações na bolsa americana.
Além disso, o milho também apresentou leve valorização, contribuindo para um sentimento mais otimista no complexo de grãos. Contudo, as condições climáticas no Meio-Oeste dos EUA e possíveis ondas de calor na Europa continuam a ser monitoradas, pois podem impactar a volatilidade do mercado.
Relatórios do USDA e impacto na safra
O último relatório do USDA indicou que 66% das lavouras de soja nos EUA estão em boas ou excelentes condições, mantendo a estabilidade em relação à semana anterior. Com 93% da área já emergida e 9% em fase de floração, o desenvolvimento da safra é considerado adequado até o momento.
Embora chuvas recentes tenham beneficiado a umidade do solo, relatos de excesso de precipitação e calor intenso podem afetar o ritmo da colheita. Essa incerteza climática é um fator que os produtores devem considerar ao planejar suas atividades.
Desempenho do mercado brasileiro e preços regionais
No Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de esmagamento de soja para 63 milhões de toneladas em 2026. A área plantada também atingiu um recorde de 49,006 milhões de hectares, embora o crescimento tenha sido o menor em duas décadas.
Os preços da soja variaram regionalmente, com o porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, cotado a R$ 133 por saca. Em Santa Catarina, o preço foi de R$ 131, enquanto no Paraná, a cotação chegou a R$ 134 por saca. Essas variações refletem as condições locais e a dinâmica do mercado.
Com a recuperação técnica observada, o mercado global da soja continua sensível a dados de exportação e condições climáticas. A interação entre fundamentos agrícolas e movimentações financeiras será determinante para a direção dos preços na CBOT nos próximos dias.











