O mercado da soja registrou valorização na Bolsa de Chicago, refletindo preocupações com as condições climáticas nos Estados Unidos e um aumento na demanda internacional. No Brasil, o mercado físico apresentou um comportamento regionalizado, com estabilidade predominante e altas pontuais em algumas regiões, o que impacta diretamente os produtores rurais e a economia local.
De acordo com a TF Agroeconômica, o contrato da soja para julho subiu 0,85%, fechando a US$ 11,2625 por bushel. O vencimento de agosto também teve alta, alcançando US$ 11,3325 por bushel. Essa valorização é um sinal positivo para os produtores, que podem se beneficiar de melhores preços nas vendas.
Mercado físico apresenta estabilidade e variações regionais
No Brasil, os preços da soja variaram conforme a região. No Rio Grande do Sul, a cotação no porto de Rio Grande se manteve em R$ 135 por saca, apesar de uma produtividade média de 2.707 quilos por hectare, que ficou 14,8% abaixo da expectativa inicial. As exportações, no entanto, continuam robustas, superando 72,7 milhões de toneladas em 2026.
Em Santa Catarina, os preços mostraram valorização, com Rio do Sul registrando alta de 0,85%, atingindo R$ 119 por saca. Já no Paraná, as cotações oscilaram entre estabilidade e pequenas variações, com a soja sendo negociada entre R$ 134 e R$ 135 por saca. A pressão sobre a capacidade de armazenagem aumenta com a colheita do milho safrinha em andamento.
Desafios em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul, o mercado se manteve estável, com algumas regiões apresentando leves recuos. A soja foi negociada a R$ 113,50 por saca em Dourados. O estado também atualizou as regras do vazio sanitário da soja, visando o controle da ferrugem asiática, o que pode impactar a produção futura.
Mato Grosso, por sua vez, apresentou um cenário misto nas cotações, enquanto a colheita do milho segunda safra avançou. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta uma redução de 5,2% na produção de soja para a safra 2026/27, o que exige atenção redobrada dos produtores no planejamento.
Preocupações com o crédito rural
Além das oscilações de mercado, os produtores estão preocupados com o Plano Safra 2026/27. As críticas se concentram na menor disponibilidade de crédito, aumento das taxas de juros e redução dos recursos para custeio e investimentos. Esses fatores podem limitar a capacidade de investimento das propriedades e comprometer a competitividade do agronegócio brasileiro.
Apesar das incertezas, o mercado continua atento às condições climáticas nos Estados Unidos e à evolução da demanda internacional. Esses elementos serão cruciais para a formação dos preços da soja nas próximas semanas, impactando diretamente a renda dos produtores e a economia regional.











