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Suinocultura em alerta: queda no poder de compra do produtor em 2026
Imagem: Reprodução
Agro

Suinocultura em alerta: queda no poder de compra do produtor em 2026

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A suinocultura brasileira enfrenta um momento crítico em 2026, com o poder de compra do produtor rural em queda acentuada. Em maio, os dados do Cepea revelam que, apesar da diminuição nos preços do milho e do farelo de soja, a desvalorização do suíno vivo tem pressionado as margens de lucro dos suinocultores. Essa situação é preocupante, pois representa a oitava queda consecutiva no poder de compra em relação ao milho, atingindo o pior nível desde fevereiro de 2023.

Na região de Campinas, São Paulo, os produtores conseguiram adquirir, em média, 4,96 quilos de milho e 3,18 quilos de farelo de soja para cada quilo de suíno vivo vendido. Esses números mostram uma retração de 4,9% e 6%, respectivamente, em comparação a abril. Em termos anuais, a situação é ainda mais alarmante, com uma queda de 29,1% no poder de compra em relação ao milho e 33,2% em relação ao farelo de soja.

Queda histórica nos preços do suíno vivo

Os preços do suíno vivo apresentaram desvalorizações significativas em abril, com uma retração real acumulada superior a 30% na comparação entre a média de abril e dezembro de 2025. Essa é a maior queda registrada para esse período desde o início da série histórica do Cepea, em 2002. Embora tenha havido uma leve recuperação nas cotações na primeira quinzena de maio, impulsionada por uma demanda temporária, isso não foi suficiente para reverter a tendência de baixa.

As expectativas para o mercado são desanimadoras, com a previsão de que não haja força para altas consistentes até o início de junho. O cenário se agrava ainda mais com a aproximação da segunda quinzena do mês, que historicamente apresenta um consumo mais fraco.

Por outro lado, as exportações de carne suína do Brasil registraram um desempenho positivo, com 138,3 mil toneladas embarcadas em abril, o maior volume já registrado para o mês. Apesar de uma queda de 9,1% em relação a março, houve um crescimento de 8,2% em comparação a abril de 2025. Esse aumento nas exportações ajuda a sustentar parte da demanda internacional, mas ainda não é suficiente para equilibrar as perdas no mercado interno.

No segmento de insumos, o mercado de milho continua com demanda limitada, com consumidores priorizando o uso de estoques. Essa situação mantém a pressão sobre os preços do cereal, e a queda nos valores do milho e do farelo de soja não tem compensado a desvalorização do suíno vivo.

Além disso, o cenário competitivo entre as proteínas revela que o frango ganhou competitividade em relação à carne bovina, enquanto a carne suína enfrenta um dos piores momentos competitivos desde 2022. Essa dinâmica de mercado reflete a forte queda nos preços da carne suína, impactando diretamente os produtores e a economia regional.

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