O governo dos Estados Unidos iniciou uma audiência pública para discutir a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o que gera preocupação entre os exportadores do agronegócio. Essa medida pode afetar diretamente cadeias produtivas essenciais, como café, etanol e bioenergia, impactando a competitividade do Brasil no mercado internacional.
A audiência, que ocorre em Washington, é conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e se estende até o dia 7 de julho. Aproximadamente 40 empresas e entidades, tanto brasileiras quanto norte-americanas, estão inscritas para apresentar suas opiniões sobre a proposta.
Agronegócio brasileiro se posiciona
Entre as instituições que farão suas manifestações estão a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A participação de representantes do setor é crucial, pois a tarifa pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos EUA, um dos principais destinos das exportações agrícolas.
A investigação que levou à audiência foi aberta em julho de 2025, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O foco do USTR está em seis pontos sensíveis, incluindo o acesso ao mercado de etanol e o combate ao desmatamento ilegal, que podem influenciar a decisão sobre a tarifa.
O governo brasileiro já contestou a proposta, argumentando que as práticas comerciais do país não prejudicam os interesses norte-americanos. O Itamaraty pediu que os EUA não adotem sanções comerciais enquanto a investigação estiver em andamento, ressaltando que divergências sobre políticas públicas não justificam a imposição de tarifas.
Os setores exportadores, especialmente o agronegócio, estão atentos ao desdobramento dessa audiência. A implementação da tarifa pode significar uma perda significativa de mercado para produtos como café e etanol, afetando não apenas os produtores, mas também a economia regional que depende dessas exportações.
A audiência pública é uma etapa importante no processo de investigação e poderá influenciar a decisão final do governo dos EUA sobre a aplicação da sobretaxa. O resultado dessa discussão terá repercussões diretas na dinâmica do comércio entre Brasil e Estados Unidos, impactando a economia agrícola brasileira.











