O sabor do café começa a ser moldado muito antes do primeiro gole. Após a colheita, fatores como tempo, técnica e atenção são fundamentais para que os grãos desenvolvam aromas, doçura e complexidade. A secagem, nesse contexto, é uma das etapas mais críticas.
No Alto Paranaíba, uma fazenda situada a aproximadamente 70 quilômetros de Patos de Minas utiliza diferentes métodos de secagem, além de um acompanhamento rigoroso e paciência para manter a qualidade dos grãos.
Com mais de 30 anos de experiência na cafeicultura, a propriedade espera colher cerca de 26 mil sacas nesta safra. A maior parte da produção é destinada ao mercado de commodities, enquanto menos de 1% recebe cuidados especiais para cafés diferenciados.
A cafeicultora Karina Seibt destaca que não há uma fórmula única para a secagem. Cada lote apresenta características distintas, como variedade, maturação e tipo de processamento, o que exige uma abordagem individualizada. “O nosso objetivo não é apenas secar o café, mas entender suas particularidades e potencializar o que ele tem de melhor”, afirma.
O controle do tempo é essencial durante a secagem, pois o café chega a essa fase com uma quantidade significativa de umidade. Um processo acelerado pode comprometer a qualidade do grão, resultando em perda de aromas e complexidade. Karina enfatiza a importância de respeitar o tempo do café, evitando decisões apressadas que possam prejudicar todo o trabalho realizado anteriormente.
O acompanhamento constante é crucial, pois fatores como temperatura, umidade e condições climáticas devem ser monitorados ao longo do dia. Karina define a produção de cafés especiais como um processo que exige presença e atenção, onde cada decisão pode impactar a qualidade final. Os lotes produzidos na fazenda abastecem cafeterias no Brasil e no exterior, refletindo o cuidado e a dedicação investidos em cada etapa do processo.











