Um forte temporal no Chile resultou na morte de 10 pessoas, além de quatro desaparecidos e 17 feridos. Mais de 100 mil cidadãos estão isolados devido ao bloqueio de estradas causado pelo transbordamento de rios. As chuvas afetaram principalmente as regiões de Coquimbo e Atacama, onde eventos de precipitação intensa são raros.
De acordo com o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred), o número de vítimas fatais aumentou rapidamente, passando de cinco para 10 em poucas horas, conforme o balanço divulgado na manhã desta segunda-feira (20).
Além das vidas perdidas, o temporal causou sérios danos materiais. O governo estima que cerca de 2.200 casas foram destruídas ou sofreram danos significativos, com aproximadamente 2.400 pessoas desabrigadas e mais de 100 mil moradores sem acesso por terra.
Na região de Coquimbo, bairros inteiros ficaram cobertos de lama após as enchentes. O governador regional, Cristóbal Juliá, destacou a situação crítica, com muitas pessoas perdendo suas casas e pertences.
Em resposta à gravidade da situação, o presidente José Antonio Kast declarou estado de catástrofe, o que permite agilizar o envio de ajuda humanitária e mobilizar as Forças Armadas para as operações de resgate. Militares do Exército já estão atuando no socorro às comunidades afetadas.
As autoridades classificaram o evento climático como um fenômeno fora do padrão histórico, com precipitações anormais. O meteorologista Arnaldo Zúñiga afirmou que o país não enfrentava uma tempestade dessa magnitude há cerca de 20 anos. Os danos também impactaram serviços essenciais, deixando cerca de 150 mil pessoas sem energia elétrica e afetando o abastecimento de água potável em várias localidades.











