A tensão no Golfo Pérsico aumenta com a ameaça do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos do mundo. A declaração foi feita pela emissora estatal iraniana, que também anunciou retaliações em dobro contra alvos inimigos.
Esse aviso surge menos de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, que prometia o “encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”. O acordo, firmado em 17 de junho, visava evitar novos conflitos entre as nações.
Desdobramentos recentes
Durante uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o entendimento com o Irã havia chegado ao fim. “Não quero lidar com eles”, afirmou, sinalizando um endurecimento na postura americana.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os Estados Unidos de violar o cessar-fogo, intensificando ainda mais as hostilidades. As tensões se agravam após ataques das forças armadas dos EUA a bases iranianas na província de Hormozgan e em Mahshahr.
Em resposta, o Irã informou que atacou 85 alvos militares dos EUA localizados no Bahrein e no Kuwait. Os ataques, realizados com mísseis e drones, atingiram instalações estratégicas, incluindo o Porto Salman e a Base Aérea de Ali Al Salem.
As informações ainda estão em apuração, mas a escalada de hostilidades entre as duas nações pode ter implicações significativas para a segurança regional e o comércio marítimo global. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa crise no Golfo Pérsico.











