O filme sobre Jair Bolsonaro voltou a gerar polêmica após declarações de Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora GoUp Entretenimento, responsável pelo longa Dark Horse. Em uma entrevista, ela revelou que Daniel Vorcaro teve participação financeira no projeto, uma informação que, segundo ela, já era de conhecimento entre os envolvidos na produção.
Karina explicou que os recursos teriam sido enviados através de um fundo denominado Havengate. Ela considerou natural o interesse de Vorcaro pelo filme, destacando seu histórico de patrocínios em diversas áreas do entretenimento e do esporte. “O dinheiro do Daniel veio por meio de um fundo chamado Havengate. O Daniel era conhecido por patrocinar programas de TV, Fórmula 1, já tinha patrocinado os filmes do Lula e do Temer, e achei normal o interesse no filme — e todo mundo sabia”, afirmou.
A produtora também mencionou que Vorcaro iniciou conversas sobre o projeto com Flávio e Eduardo Bolsonaro em 2024, quando os problemas envolvendo o empresário ainda não eram de conhecimento público. Essa declaração se destacou, pois, dias antes, a GoUp havia emitido uma nota negando qualquer relação financeira entre Vorcaro e o filme.
No comunicado anterior, a GoUp afirmou que o longa não recebeu “um único centavo” de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas associadas ao empresário. A produtora ressaltou que o projeto foi estruturado por meio de parcerias privadas e mecanismos legais, sem o uso de recursos públicos.
A empresa também enfatizou que reuniões e conversas com potenciais investidores não garantem necessariamente a concretização de aportes financeiros. Por fim, a GoUp repudiou associações indevidas entre o filme e eventos externos sem comprovação documental, financeira ou contratual, reiterando sua disposição para esclarecer a situação às autoridades e à imprensa.











