O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) decidiu, de forma unânime, manter a cassação do prefeito de Grupiara, Rogério Honorato Machado, e do vice-prefeito, Ismar José Leandro, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.
Além da cassação, o TRE-MG declarou o prefeito inelegível por oito anos e determinou a realização de novas eleições no município localizado no Triângulo Mineiro.
Flavio Ribeiro, advogado especializado em Direito Público e Eleitoral, afirmou que a decisão foi baseada em evidências de manipulação da estrutura administrativa municipal durante o ano eleitoral. Ele destacou que o atual prefeito deverá deixar o cargo em cerca de 10 dias para que o processo de novas eleições prossiga.
A ação judicial também envolveu o ex-prefeito Ronaldo José Machado, que governou a cidade entre 2017 e 2024 e é investigado por irregularidades nas contratações de servidores. O tribunal considerou que as práticas configuraram abuso de poder e comprometeram a igualdade entre os candidatos.
Em 2025, a 110ª Zona Eleitoral de Estrela do Sul já havia cassado a chapa eleita em Grupiara, resultando na inelegibilidade do prefeito e do ex-prefeito por oito anos. A Justiça identificou um aumento significativo nos cargos comissionados e contratações temporárias, além de depoimentos que indicaram práticas de condicionamento de empregos ao apoio político.
Embora a condenação tenha ocorrido por abuso político, a acusação de compra de votos foi considerada improcedente. A diferença de apenas 64 votos na eleição levou o juiz a determinar novas eleições, que serão convocadas após o esgotamento dos recursos nas instâncias ordinárias.











