O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) suspendeu até 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições, o porte de arma do deputado estadual e candidato à reeleição Alexandre Knoploch (PL).
A decisão foi tomada após uma discussão envolvendo o parlamentar e integrantes da campanha à reeleição do deputado estadual Flávio Serafini (Psol). Knoploch também deverá entregar à Polícia Federal, no prazo de 24 horas após ser notificado, todas as armas de fogo registradas em seu nome.
O TRE-RJ autorizou ainda a abertura de um inquérito policial, que será supervisionado pelo tribunal e terá prazo inicial de 30 dias para ser concluído.
Até 5 de outubro, Knoploch está proibido de acessar ou frequentar o comitê de campanha de Flávio Serafini. Ele também não poderá manter contato, por qualquer meio, diretamente ou por intermédio de outra pessoa, inclusive pelas redes sociais, com Serafini e Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, candidata a segunda suplente de senadora pelo Psol.
A restrição também se aplica aos integrantes das campanhas dos candidatos. A decisão, no entanto, não impede que Knoploch frequente as dependências da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, para garantir o exercício do mandato parlamentar.
Na segunda-feira (28), Knoploch fazia propaganda eleitoral na Praça Saens Peña, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, quando se envolveu em uma discussão com integrantes da campanha de Serafini. Segundo a notícia-crime e a petição apresentadas pela Procuradoria Regional Eleitoral, houve provocações de ambos os lados.
Ainda de acordo com os documentos apresentados à Justiça Eleitoral, Knoploch teria retirado do bolso um recipiente de spray de pimenta e disparado o produto contra pessoas que estavam na calçada, entre elas idosos. Em seguida, teria ameaçado os presentes e exibido uma arma de fogo que carregava sob a camiseta. A polícia foi acionada.
Procurado pela reportagem, Knoploch afirmou que já havia se manifestado sobre o episódio nas redes sociais. Em um vídeo publicado na internet, o deputado disse que entregou as armas à Polícia Federal e que cumprirá a determinação de manter distância do comitê do Psol.











