A nadadora paralímpica Mariana Gesteira se mudou para Uberlândia para representar a Seleção Brasileira pelo Praia Clube. Aos 31 anos, a atleta fluminense se prepara para o Parapan-Pacífico de Natação, que será realizado entre os dias 28 e 30 de agosto, em Walnut, na Califórnia, nos Estados Unidos.
Mariana foi apresentada ao clube mineiro no início do ano, quando ainda competia na classe S9. Após uma reclassificação funcional, ela passará a integrar a classe S10. Na natação paralímpica, quanto maior a numeração da classe, menor é o grau de limitação do atleta.
Tricampeã mundial dos 50 metros livre na classe S9 e dona de três medalhas de bronze em Jogos Paralímpicos, a nadadora agora competirá contra adversárias com menor limitação físico-motora. A mudança exige adaptações nos treinamentos e nas metas para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.
Embora não concorde com a decisão técnica que a transferiu para a classe S10, Mariana afirma que tem concentrado esforços na adaptação de suas estratégias. Segundo ela, a alteração impõe novos tempos de referência e aumenta o nível de exigência diária.
“Os títulos que conquistei na S9 continuam fazendo parte da minha história e ninguém tira isso de mim. Mas agora começa um novo capítulo. A reclassificação me obrigou a mudar o caminho, não o destino”, afirmou a atleta.
O Parapan-Pacífico será o primeiro grande compromisso de Mariana com a Seleção Brasileira nesta nova fase. Ela integra o grupo de 16 atletas convocados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
De olho no sonho de conquistar o ouro paralímpico em 2028, a nadadora pretende continuar competindo em alto nível por um longo período. No futuro, também quer contribuir para o desenvolvimento do esporte e para a inclusão no Movimento Paralímpico.
Mariana considera a chegada a Uberlândia um recomeço motivador, apoiado pela estrutura oferecida pelo Praia Clube. “Aos poucos, encontrei acolhimento e passei a enxergar na mudança uma oportunidade de crescimento que vai além dos resultados. Representar a equipe na principal competição internacional do ano materializa esse novo começo”, destacou.
A atleta também afirmou que pretende usar a competição para consolidar o trabalho, melhorar suas marcas e compreender melhor o corpo dentro da nova rotina.











