Donald Trump afirmou neste domingo, 24 de maio de 2026, que os Estados Unidos não têm pressa para fechar um acordo com o Irã. Em sua plataforma Truth Social, o presidente americano declarou que instruiu seus representantes a não se precipitar, ressaltando que “o tempo está a nosso favor”. Essa postura reflete uma estratégia cautelosa em meio a negociações complexas entre as duas nações.
O bloqueio imposto pelos EUA ao Irã, que começou em 13 de abril, continua em vigor. Essa medida foi uma resposta à paralisação do tráfego pelo Estreito de Ormuz, que ocorreu após ataques americanos e israelenses ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro. A situação no estreito é crítica, pois é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Impactos das Negociações no Cenário Global
Os comentários de Trump surgem em um momento em que tanto republicanos quanto democratas nos EUA expressaram descontentamento com os termos do acordo em discussão. O presidente enfatizou que ambas as partes devem levar o tempo necessário para garantir que o acordo seja feito da maneira correta, enquanto criticou o pacto nuclear de 2015 assinado por Barack Obama.
Embora a Casa Branca não tenha divulgado detalhes específicos das negociações, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, mencionou que as partes estão próximas de assinar um “memorando de entendimento”, que incluiria 14 cláusulas. Isso indica que, apesar das tensões, há um espaço para diálogo e possíveis avanços nas conversações.
Trump também observou que o acordo está “em grande parte negociado”, mas ainda depende de formalizações. Fontes anônimas citadas por veículos de comunicação sugerem que a aprovação do aiatolá Mojtaba Khamenei pode atrasar a finalização do acordo, o que gera incertezas sobre o futuro das relações entre os dois países.
Para o Brasil, a situação é relevante, pois o país é um dos principais importadores de petróleo e qualquer instabilidade no Oriente Médio pode impactar os preços globais da commodity. Além disso, a política externa brasileira pode ser influenciada por desdobramentos nas relações entre os EUA e o Irã, especialmente em um cenário de crescente tensão internacional.











