O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prestes a decidir se mantém ou revoga uma liminar que suspendeu a divulgação de uma pesquisa desfavorável ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A sessão de julgamento está marcada para hoje, 9 de junho, às 19h.
A pesquisa, realizada pela AtlasIntel, foi divulgada em maio e mostrou uma queda nas intenções de voto para Flávio. O levantamento ganhou destaque após o vazamento de áudios em que o senador solicita recursos para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que é investigado por fraudes financeiras.
Com a decisão do ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, a AtlasIntel foi obrigada a retirar a pesquisa de seus canais de comunicação e interromper qualquer divulgação relacionada. A liminar é provisória e precisa ser confirmada ou não pelo plenário do TSE, que conta com outros seis ministros.
Argumentos do PL
O partido alegou que a pesquisa apresentava um direcionamento negativo contra Flávio, destacando que das 49 perguntas do questionário, oito estavam relacionadas ao escândalo do Banco Master, ligando o pré-candidato a questões financeiras de forma indevida. Essa argumentação foi considerada plausível pelo ministro.
Além disso, o PL afirmou que as perguntas foram elaboradas de maneira tendenciosa e em sequência, o que poderia influenciar as respostas dos entrevistados. O partido também questionou a autenticidade dos áudios que embasaram as perguntas, argumentando que ainda não foram validados pela Justiça.
A AtlasIntel, por sua vez, defendeu a integridade da pesquisa em nota, afirmando que a situação será esclarecida com uma análise técnica dos fatos. O instituto confia que o colegiado do TSE reconhecerá a robustez e a legalidade do estudo.
Esse caso levanta questões importantes sobre a liberdade de expressão e a transparência nas pesquisas eleitorais, temas que são cada vez mais relevantes no cenário político brasileiro. A decisão do TSE poderá influenciar não apenas a campanha de Flávio, mas também o panorama eleitoral como um todo.











