Na última terça-feira, 7 de julho de 2026, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu um diploma póstumo ao estudante Stuart Angel, que foi sequestrado e assassinado durante a ditadura militar no Brasil. A cerimônia, realizada no Salão Dourado da universidade, marca um importante momento de reparação histórica, 55 anos após sua morte.
Stuart Angel, membro do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), lutou pela democracia e foi dado como desaparecido político em 1971, aos 25 anos. O diploma de bacharel em ciências econômicas foi entregue em uma cerimônia que contou com a presença de familiares, amigos e representantes da comunidade acadêmica.
O Caminho para a Diplomação
A luta pela diplomação de Stuart foi liderada por sua irmã, Hildegard Angel, e pelo economista Lucas Duda, ex-diretor do Centro Acadêmico Stuart Angel (CASA). A ideia de homenagear Stuart surgiu durante um evento em maio do ano passado, quando Hildegard e amigos buscaram formas de manter viva a memória do irmão.
Lucas Duda se comprometeu a trabalhar para que a diplomação fosse realizada, não apenas para Stuart, mas também para outros companheiros que sofreram com a repressão da ditadura. A cerimônia representa uma forma de reconhecimento e valorização da luta pela liberdade.
Hildegard Angel descreveu a diplomação como uma “pitada de vitória” para todos que resistiram à ditadura. Ela enfatizou a importância de lembrar e honrar aqueles que deram suas vidas pela liberdade e justiça social no Brasil.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que a diplomação é uma forma de preservar a memória histórica e um lembrete para os atuais alunos sobre a importância de lutar contra a opressão. Ele ressaltou que a juventude tem a responsabilidade de não permitir que o passado sombrio se repita.
Próximas Homenagens
Além de Stuart, a UFRJ planeja homenagear 25 alunos que foram mortos ou desaparecidos durante a ditadura. A cerimônia para essas homenagens ainda não tem data definida, mas deve ocorrer em agosto, após a conclusão dos trâmites burocráticos.
A identificação dos alunos homenageados foi feita com base em um relatório da Comissão Nacional da Verdade, que documenta as violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar. A UFRJ busca, assim, não apenas reconhecer, mas também educar as novas gerações sobre a importância da memória e da justiça.











