Nathalie Edenburg traz à Áustria sua nova série de pinturas, intitulada How Do I Feel Today, que reflete um ano de autorretratos e experiências emocionais. A artista, que começou o projeto em 2025, decidiu criar uma obra por dia, entrelaçando sua prática artística com a vivência de sua segunda gravidez. A exposição será inaugurada no dia 4 de julho de 2026, no Salon Meiselberg, localizado na região da Caríntia.
O projeto é uma continuação de uma série anterior, que Nathalie realizou em 2015, onde também produziu 365 intervenções sobre um autorretrato. “A cada dia, eu observava quem eu era naquele instante”, explica a artista, ressaltando a importância de manter um ritual de presença em sua vida e arte. Essa prática se tornou um espaço de autoconhecimento e reflexão.
Uma nova abordagem na arte
Nathalie destaca que, ao longo de dez anos, sua técnica e repertório evoluíram, mas o propósito de seu trabalho se manteve. “Voltar todos os dias para a pintura é uma forma de observar quem eu sou naquele instante”, afirma. Essa abordagem permite que ela construa sua própria narrativa, ocupando um espaço que antes era moldado por outros.
O convite para expor na Áustria surgiu de Magda von Hanau, fundadora do Salon Meiselberg, que este ano tem como tema Portrait. A artista se sente animada por ver instituições abrindo espaço para diferentes olhares e experiências, ampliando o diálogo sobre a arte contemporânea.
Durante o ano de criação, Nathalie enfrentou desafios, especialmente em dias menos inspirados. “O dia não inspirado faz parte do processo”, reconhece. Essa constância e disciplina foram fundamentais para o desenvolvimento de sua criatividade, mostrando que a arte é um exercício que requer dedicação.
Além de sua prática individual, o projeto se expandiu para o Instituto How Do I Feel Today, que promove oficinas para crianças e adolescentes no Brasil e no México. “A criatividade é acessível e pertence a todos”, afirma Nathalie, enfatizando a importância de estimular a expressão artística desde cedo.
A exposição em um castelo histórico, como o Schloss Meiselberg, traz um contraste interessante entre o passado e o presente. Nathalie acredita que o que é pessoal pode ser universal, e que a arte tem o poder de conectar pessoas, independentemente de suas histórias individuais. “Basta compartilharmos a experiência de sermos humanos”, conclui.











