A temporada de alta-costura inverno 2026, que se encerrou recentemente em Paris e Roma, trouxe uma série de inovações e inspirações que refletem a criatividade dos estilistas. As passarelas foram palco de uma celebração ao lúdico e ao imaginário, onde histórias e elementos da infância se entrelaçaram com a moda, criando um ambiente leve e fresco, mesmo em meio ao frio do inverno.
Tendências e Inspirações
Na Chanel, Matthieu Blazy fez uma viagem no tempo, trazendo referências de contos infantis como “João e o Pé de Feijão”. O desfile foi adornado com flores gigantes e acessórios lúdicos, como bolsas em formato de feijões e saltos que lembravam ovos. Essa abordagem criativa não apenas encantou o público, mas também trouxe um novo olhar sobre a alta-costura, misturando irreverência e nostalgia.
Robert Wun, com sua coleção “Child’s Play”, também explorou a infância, apresentando bexigas e bonecas com chifres, enquanto a dupla Viktor & Rolf surpreendeu ao mostrar apenas duas modelos de idades diferentes, refletindo sobre o passar do tempo. Essas propostas mostram como a moda pode dialogar com a fantasia e a técnica, trazendo um frescor às criações.
Iris van Herpen inovou ao criar um vestido feito com plasma, um material inédito na alta-costura, que brilha como as estrelas. Essa ousadia em explorar novos materiais e técnicas destaca a busca constante por inovação no setor, refletindo um desejo de quebrar barreiras e expandir os limites da moda.
O Impacto das Novas Narrativas
Daniel Roseberry, na Schiaparelli, trouxe uma paleta de cores inspirada no fundo do mar, enquanto Pierpaolo Piccioli, na Balenciaga, fez uma homenagem ao fundador da marca, Cristóbal Balenciaga. A apresentação foi marcada por um espetáculo multicolorido que resgatou a essência da marca, mostrando como a história e a identidade são fundamentais na moda.
Jonathan Anderson, na Dior, homenageou a artista Lynda Benglis, misturando escultura e moda em suas criações. Essa intersecção entre diferentes formas de arte enriquece o universo da moda, mostrando que as histórias e as referências culturais são essenciais para a construção de narrativas visuais impactantes.
Por fim, Maria Grazia Chiuri fez sua estreia na alta-costura da Fendi com uma coleção minimalista em preto e branco, reforçando a ideia de que a moda pode ser ao mesmo tempo simples e poderosa. Ao dialogar com a arte, ela trouxe à tona a discussão sobre a relação entre moda e expressão artística, um tema que continua a ressoar na indústria.
Com essas apresentações, a temporada de alta-costura inverno 2026 não apenas encantou, mas também desafiou as convenções, mostrando que a moda é um reflexo das histórias que contamos e das emoções que sentimos. As tendências apresentadas nas passarelas podem ser traduzidas para o dia a dia, incentivando os leitores a explorar sua própria criatividade e estilo pessoal.











