A partir de hoje, 18 de maio, cidades de todo o Brasil têm acesso a um novo guia que orienta sobre a proteção de crianças e adolescentes durante festas populares. O documento, intitulado “Guia Rápido para Municípios – Proteção de Crianças e Adolescentes durante Grandes Eventos e Festas Populares”, foi lançado pelo Unicef em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.
O guia oferece orientações práticas para o diagnóstico, planejamento e execução de eventos, priorizando a segurança dos menores. Além disso, apresenta um passo a passo para capacitar a rede de segurança municipal e avaliar riscos, considerando o aumento da circulação de pessoas como um fator de vulnerabilidade.
Dados Alarmantes
Luiza Texeira, especialista em Proteção contra Violências do Unicef no Brasil, destacou que entre 2021 e 2023, mais de 165 mil crianças e adolescentes foram vítimas de estupro ou estupro de vulnerável. O aumento da movimentação em grandes eventos pode intensificar essa vulnerabilidade, tornando os jovens ainda mais expostos a diversas formas de violência.
Um exemplo mencionado no guia é a Copa do Mundo de 2014, onde houve um aumento de 15% nas denúncias de abuso nas cidades-sede, segundo a ONG Childhood Brasil. As meninas de 12 a 17 anos, muitas em situação de rua, foram as principais vítimas durante o evento.
Para garantir a eficácia das medidas de segurança, o documento enfatiza a importância da colaboração entre organizações públicas e privadas. A integração de todos os setores da rede municipal e a disseminação de informações claras são fundamentais para proteger as crianças durante esses eventos.
Exemplos de Boas Práticas
O guia também destaca ações positivas que foram implementadas em grandes eventos em diversas cidades, como Salvador, Recife, Belém, Parintins e Rio de Janeiro. Entre as iniciativas citadas estão o trabalho das autoridades durante a Festa do Círio de Nazaré e a criação do Observatório de Violações de Direitos de Crianças e Adolescentes na Bahia.
Com a publicação deste guia, espera-se que municípios possam adotar medidas mais eficazes para proteger crianças e adolescentes, especialmente em eventos que atraem grandes multidões. A segurança dos menores deve ser uma prioridade em todas as festividades.











