Quase três décadas após o acidente que matou a princesa Diana, a trajetória de Trevor Rees-Jones continua despertando interesse. Na madrugada de 31 de agosto de 1997, ele estava na Mercedes que transportava Diana, Dodi Fayed e o motorista Henry Paul pelas ruas de Paris.
O veículo bateu contra uma das colunas do túnel da ponte de l’Alma. Trevor, que ocupava o banco do passageiro, foi a única das quatro pessoas no carro a sobreviver. Dodi Fayed e Henry Paul morreram no local. Diana chegou a ser levada com vida ao hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos algumas horas depois.
Na época, Trevor trabalhava como segurança da família Fayed. O impacto provocou diversas fraturas e lesões que praticamente destruíram seu rosto. A gravidade do quadro surpreendeu os médicos responsáveis pelo atendimento.
Para reconstruir a face, Trevor passou por uma cirurgia de aproximadamente 11 horas. Fotografias de seu próprio casamento foram usadas pela equipe médica como referência para recuperar seus traços. Durante o procedimento, foram implantadas mais de 30 placas e parafusos, e a recuperação exigiu acompanhamento e cuidados médicos prolongados.
Nascido na Inglaterra, em 1968, Trevor construiu carreira na área de segurança. Antes de trabalhar para a família Fayed, passou pelas forças especiais do Exército britânico. Na noite do acidente, era responsável pela proteção de Dodi Fayed e de seus convidados.
Após a morte de Diana, surgiram diversas especulações sobre as circunstâncias da colisão. Trevor também foi mencionado em algumas teorias, mas negou as acusações. Em 2004, a investigação oficial britânica conhecida como Operation Paget concluiu que não havia evidências de que o acidente tivesse sido provocado por uma conspiração.
Depois de sobreviver e enfrentar um longo período de recuperação, Trevor continuou ligado ao setor de segurança. Ele preferiu manter uma vida reservada e distante da exposição pública.
Em uma entrevista, resumiu o sentimento de responsabilidade que carregou após a tragédia: “Eu era pago para cuidar de Dodi e de seu convidado e eles morreram no meu turno.”
Atualmente, Trevor permanece conhecido como o único sobrevivente da Mercedes que levava Diana, Dodi Fayed e Henry Paul. Sua história é marcada pelos ferimentos graves, pela extensa reconstrução facial e pelas consequências da tragédia que abalou a família real britânica.











