Quase mil mortos e mais de 50 mil desaparecidos: o trágico balanço do duplo terremoto na Venezuela revela a gravidade da situação no país. Os tremores, que ocorreram na quarta-feira, 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5, devastaram a região, especialmente a cidade de La Guaira, próxima a Caracas, onde a população clama por ajuda em meio ao caos.
A devastação em La Guaira é alarmante, com edifícios inteiros reduzidos a escombros. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, confirmou que o número de mortos já chega a 920, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. O governo venezuelano também reporta cerca de 3 mil feridos.
Desespero e busca por sobreviventes
As operações de resgate estão sendo realizadas em condições precárias, com moradores e voluntários se unindo para tentar encontrar sobreviventes. No entanto, a falta de equipamentos adequados dificulta os esforços. “Precisamos de máquinas… pessoas!”, gritam os moradores, que se sentem abandonados pelas autoridades.
Equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países começaram a chegar à Venezuela quase 48 horas após os terremotos. Socorristas de países como El Salvador, México, Colômbia e Equador estão no local, mas as buscas avançam lentamente, com corpos ainda visíveis sob os escombros.
Ajuda internacional e reflexos no Brasil
A situação na Venezuela tem repercussões que vão além de suas fronteiras. O Brasil, que já enfrenta desafios relacionados à imigração venezuelana, pode ver um aumento no fluxo de refugiados em busca de segurança e assistência. A ajuda humanitária internacional, incluindo o envio de recursos dos Estados Unidos, pode impactar a dinâmica regional.
A presidenta interina, Delcy Rodríguez, declarou La Guaira como uma “zona de desastre” e a região está sob forte militarização. No entanto, relatos de saques e desorganização nas operações de resgate levantam preocupações sobre a eficácia da resposta governamental.
Enquanto isso, a líder da oposição, María Corina Machado, pede a libertação de presos políticos para que possam ser reunidos com suas famílias em meio à tragédia. O apoio internacional, incluindo um aporte de 150 milhões de dólares dos Estados Unidos, é um passo importante, mas a situação continua crítica e exige uma resposta rápida e eficaz.











