ponto a ponto, como é?

Anunciado com muita pompa e expectativa por parte da Volkswagen, o Tera chegou nos primeiros meses de 2025 como uma grande aposta da alemã no crescente segmento de SUVs de entrada. A nova faixa, que vem ocupando o antigo lugar dos hatches compactos, é uma evolução dos antigos aventureiros dos anos 2000.

Neste ponto a ponto, analisamos a versão com maior potencial de vendas de toda a gama do SUV, no caso, a 1.0 TSI Comfort. Ao preço de R$ 128.890, a configuração é a primeira a contar com câmbio automático de 6 marchas associado ao motor 1.0 turbo com 109/116 cv e 16,8 kgfm. A cor Preto Ninja é a única sem custo adicional.

A cor Branco Cristal, mesmo sendo sólida, exige R$ 900 extras. As opções metálicas — Azul Ártico, Cinza Platinum, Prata Lunar e Vermelho Hypernova — também são pagas. Com pintura metálica e o pacote opcional Conforto, o preço pode chegar a R$ 132.060.

É um valor que o aproxima das versões intermediárias do Fiat Pulse, também com motorização 1.0 turbo, na versão Audace (R$ 131.990). Por este preço, o modelo da marca italiana conta com sistema híbrido leve de 12V, que auxilia no consumo, mas não tem capacidade de tracionar as rodas. Há ainda o Renault Kardian Techno (R$ 136.490), também com motorização turbo, mas com câmbio de dupla embreagem, luz ambiente, freio de estacionamento eletrônico e rodas de liga leve diamantadas de 17″.

 

Dimensões e espaço interno

Construído sobre a plataforma MQB-A0, o Volkswagen Tera compartilha sua base com Polo e Nivus. Mede 4.151 mm de comprimento e tem entre-eixos de 2.566 mm, o que limita o espaço para pernas no banco traseiro em comparação a SUVs compactos maiores. A largura de 1.777 mm e a altura de 1.504 mm reforçam o visual de SUV urbano, mesmo que o porte ainda lembre mais um hatch elevado.

O porta-malas acomoda 350 litros pelo padrão VDA, ficando atrás de rivais como o Renault Kardian (410 litros) e o Fiat Pulse (370 litros), mas mantendo-se competitivo dentro da proposta. A suspensão traseira é do tipo eixo de torção, e o tanque de combustível comporta 49 litros.

  VW Tera
Comprimento 4.151 mm
Entre-Eixos 2.566 mm
Largura 1.777 mm
Altura 1.504 mm
Porta-Malas 350 litros (VDA)
 

Motorização

A motorização da versão Comfort é o já conhecido conjunto 170 TSI: um motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta, que rende 109 cv com gasolina e 116 cv com etanol, além de 16,8 kgfm de torque a 1.750 rpm. O câmbio é automático de seis marchas.

É o mesmo conjunto utilizado em outros modelos da marca, como o Polo e as versões de entrada do Virtus, priorizando o uso urbano com boas respostas em baixas rotações e consumo eficiente. O consumo homologado pelo Inmetro é de 8,6 km/l com etanol e 12,2 km/l com gasolina na cidade, e 10,3 km/l com etanol e 14,5 km/l com gasolina na estrada.

 

Principais equipamentos

Mesmo nas versões mais simples, o Tera oferece itens como central multimídia VW Play com tela de 10″, painel digital de 8″, faróis e lanternas em LED, sensores de estacionamento traseiros, alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência (AEB), seis airbags, ar-condicionado, volante com regulagem de altura e profundidade, assistente de partida em rampas, vidros e retrovisores elétricos e chave tipo canivete com controle remoto.

Na versão Comfort TSI AT6, com preço de R$ 128.890, o SUV compacto acrescenta rodas diamantadas de 16″, chave presencial com partida por botão, piloto automático adaptativo (ACC), volante em couro com aletas para trocas de marcha, banco do motorista com ajuste de altura e acabamento interno mais refinado. Como opcional, há o Pacote Conforto por R$ 1.400, que adiciona ar-condicionado digital automático e carregador de celular por indução.

 

Preço e posicionamento

Com preço de R$ 128.890 na versão Comfort, o Tera tem a missão de colocar a Volkswagen no segmento de SUVs de entrada, hoje ocupado por modelos como Fiat Pulse, Citroën Basalt e Renault Kardian. É uma categoria que herdou o lugar dos hatches aventureiros dos anos 2000, com visual mais parrudo, mas base simples e foco em volume.

A proposta do Tera é clara: ser o carro de entrada para quem quer algo com cara de SUV, mas sem sair muito da faixa de preços e dirigibilidade dos hatches de entrada. O acabamento tem soluções mais modernizadas que o Polo, mas sem exageros. A central multimídia, o painel digital e o ACC de série são diferenciais, mesmo que o espaço interno e o porta-malas fiquem no meio do caminho.

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