A modelo e ex-BBB Yasmin Brunet trouxe à tona uma discussão importante sobre o lipedema ao compartilhar imagens de hematomas em suas pernas, resultado da condição. Em suas redes sociais, ela desabafou: “Ter lipedema é saber que você vai ter hematomas do nada”. O relato não apenas expõe sua realidade, mas também destaca a necessidade de conscientização sobre essa doença ainda cercada de desinformação.
O lipedema, que afeta cerca de 12,3% da população feminina no Brasil, foi oficialmente reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) apenas em 2022. Apesar de sua prevalência, a condição é frequentemente confundida com obesidade ou retenção de líquido, o que pode atrasar diagnósticos e tratamentos adequados.
Entendendo o Lipedema
Segundo o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, o lipedema se caracteriza pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente em áreas como pernas e quadris, e é acompanhado de dor e hematomas espontâneos. “O acúmulo de gordura acontece de forma simétrica, bilateralmente, e normalmente não responde ao emagrecimento convencional”, explica o especialista.
Os hematomas, como os relatados por Yasmin, são um dos sinais mais frequentes da doença e estão relacionados à fragilidade vascular causada pela inflamação crônica do tecido adiposo. “Pequenos impactos ou até situações sem trauma aparente podem provocar manchas roxas”, afirma Dr. Oliveira.
Desde que revelou seu diagnóstico durante sua participação no BBB 24, Yasmin adotou uma alimentação anti-inflamatória e intensificou a prática de exercícios físicos. Essas mudanças têm contribuído para a redução da inflamação e perda de peso, mostrando que o autocuidado é fundamental no manejo do lipedema.
O tratamento da condição é individualizado e pode incluir exercícios físicos orientados, alimentação adequada, terapias compressivas e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. Dr. Oliveira ressalta a importância do acompanhamento multidisciplinar, destacando que muitas mulheres convivem com dor e inchaço sem saber que isso não é normal.
Nos últimos anos, o tema ganhou visibilidade nas redes sociais, especialmente após celebridades e influenciadoras compartilharem suas experiências. No entanto, especialistas alertam que muitas mulheres ainda não têm acesso a informações corretas sobre o lipedema, o que pode levar a diagnósticos tardios e tratamento inadequado.











