Milho impulsiona bioenergia e proteína animal no agro sustentável
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Agro

Milho impulsiona bioenergia e proteína animal no agro sustentável

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No Dia Nacional do Milho, celebrado em 24 de maio, o papel do cereal na matriz produtiva global é destacado, especialmente no contexto do agronegócio brasileiro. A Inpasa, maior biorrefinaria de grãos da América Latina, apresenta o modelo Gastronomia + Fuel + Feed, que integra a produção de alimentos, energia renovável e proteína animal em uma única cadeia produtiva.

Esse modelo transforma o milho em um ativo multifuncional, capaz de atender à demanda por biocombustíveis e segurança alimentar sem a necessidade de expandir as áreas agrícolas. Essa abordagem é crucial para a sustentabilidade do setor, permitindo um uso mais eficiente dos recursos disponíveis.

Etanol de milho e DDGS ampliam eficiência da cadeia produtiva

A Inpasa produz cerca de 6,7 bilhões de litros de etanol de milho anualmente e gera aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de DDGS, um coproduto utilizado na nutrição animal. Essa estratégia garante que o milho destinado à energia não seja desperdiçado, mas sim convertido em um alimento nutritivo para bovinos, suínos e aves.

Renato Teixeira, diretor de Comunicação e Marketing da Inpasa Brasil, afirma que essa mudança estrutural na utilização do grão permite que o milho destinado à produção de biocombustível também cumpra sua função alimentar, retornando ao campo como uma proteína concentrada e altamente digestível.

Produção recorde de milho e expansão do modelo integrado

A produção agrícola no Brasil está em forte expansão, com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevendo uma safra de 358 milhões de toneladas de grãos, impulsionada principalmente pelo milho. A produção do cereal está estimada em 140,2 milhões de toneladas, a segunda maior já registrada, o que sustenta a crescente demanda interna.

Esse crescimento é impulsionado pela indústria de etanol de milho, que se torna um importante vetor de consumo. Com estoques de passagem em torno de 13 milhões de toneladas, as exportações podem alcançar 46,5 milhões de toneladas, refletindo a competitividade do setor.

Integração milho-energia-pecuária e sustentabilidade

O modelo Gastronomia + Fuel + Feed também contribui para a redução da pressão por novas áreas agrícolas. Ao utilizar coprodutos como o DDGS na alimentação animal, a produtividade da pecuária por hectare aumenta, favorecendo a recuperação de pastagens degradadas e práticas de agricultura regenerativa.

Além disso, a integração entre etanol, ração animal e produção agrícola diminui desperdícios e aumenta a eficiência da cadeia produtiva, promovendo um uso mais sustentável da terra no Brasil.

Em termos ambientais, o etanol de milho ajuda a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis. O modelo gera impactos econômicos significativos nas regiões onde as biorrefinarias estão localizadas, criando empregos e fortalecendo cadeias produtivas ligadas ao milho e à pecuária.

Neste Dia Nacional do Milho, o setor reafirma que o futuro do agronegócio está atrelado à inteligência produtiva, com foco em eficiência, menor impacto ambiental e maior valor agregado em toda a cadeia. O milho se consolida, assim, como um elo fundamental entre energia, alimento e sustentabilidade.

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