Os mercados internacionais de commodities agrícolas enfrentaram uma forte baixa, com o açúcar bruto na Bolsa de Nova York atingindo seu menor nível em quatro semanas. O cenário negativo também afetou o café e o cacau, pressionados por expectativas de maior oferta global e pela realização de lucros após recentes altas.
A queda nos preços do petróleo, o fortalecimento do dólar em relação ao real e o avanço da safra brasileira de cana-de-açúcar foram fatores que contribuíram para essa pressão sobre as cotações do açúcar. Esses elementos refletem diretamente na economia rural e nas decisões dos produtores brasileiros.
Açúcar recua com força diante do avanço da produção no Brasil
Os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em queda expressiva, com o vencimento julho/2026 cotado a 14,14 centavos de dólar por libra-peso, uma baixa de 2,75% em relação ao dia anterior. Esse movimento é um reflexo do aumento da produção na região Centro-Sul do Brasil, que, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), cresceu 109,48% na segunda quinzena de abril.
Além disso, a valorização do dólar favorece as exportações brasileiras, tornando o açúcar nacional mais competitivo no mercado externo. Para os produtores, isso pode significar uma oportunidade de expandir seus negócios, mesmo em um cenário de preços em queda.
Café e cacau também enfrentam desafios no mercado
No setor cafeeiro, o café arábica registrou uma queda de 1,5%, encerrando o dia a US$ 2,6985 por libra-peso. A expectativa de uma safra robusta no Brasil deve aumentar a oferta global, o que pode aliviar a pressão sobre os preços nos próximos meses.
O mercado do cacau também não ficou imune às oscilações, com uma queda de 0,7% nos contratos futuros, refletindo uma correção após uma forte valorização anterior. A produção na Costa do Marfim, maior produtor mundial, é um fator que limita novas altas nos preços internacionais.
Os operadores do mercado permanecem atentos às condições climáticas no Brasil, que podem impactar diretamente a produção de açúcar e café. Qualquer mudança significativa no clima pode gerar volatilidade nas bolsas internacionais, afetando tanto os produtores quanto os consumidores.











