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Força Nacional terá reforço para proteger aldeias Guarani Kaiowá em Mato Grosso do Sul
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Força Nacional terá reforço para proteger aldeias Guarani Kaiowá em Mato Grosso do Sul

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A presença da Força Nacional será ampliada em Mato Grosso do Sul para reforçar a proteção de aldeias indígenas Guarani Kaiowá. A medida foi anunciada após denúncias de violência política na região, registradas depois do segundo turno da eleição, realizado na semana passada, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva.

O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, durante visita a aldeias localizadas na fronteira com o Paraguai neste sábado (31). Segundo ele, além do efetivo já presente no estado, haverá um reforço e a adoção do procedimento chamado “Minuto a Minuto”.

“Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça, sendo acionados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais”, afirmou o ministro.

De acordo com Lima e Silva, o programa deverá informar, por meio de imagens, o tipo de ocorrência e, sempre que possível, indicar a autoria e a materialidade dos fatos.

O ministro da Justiça visitou as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia, acompanhado dos ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos.

A comitiva foi ao estado após denúncias de violência contra indígenas de Mato Grosso do Sul ganharem repercussão nas redes sociais depois das eleições. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos.

Na aldeia Sassoró, houve uma ameaça de envenenamento da água, segundo um áudio que circulou em grupos da cidade de Tacuru. A suspeita é de que um servidor público do município esteja envolvido.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, informou que a Polícia Federal já ouviu os suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será reforçado. Ele afirmou que as denúncias precisam ser apuradas, pois parte dos casos levantados teria ocorrido em outros momentos.

“Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, quatro são aqui de Mato Grosso do Sul. Até o momento. Lógico que é uma averiguação preliminar. Apenas esse caso do envenenamento que tem uma ligação direta com crime político. Os outros atropelamentos até o momento não, mas é claro que não serão descartados”, disse Terena.

O Ministério dos Direitos Humanos informou que disponibilizará o Programa de Proteção às vítimas dos casos. Segundo a pasta, mais de 80 indígenas de Mato Grosso do Sul já integram o programa.

As informações são da Agência Brasil.

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