No dia 28 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária de igrejas. A votação gerou debates acalorados entre os parlamentares, refletindo a polarização em torno do tema. A proposta visa isentar as instituições religiosas de tributos, o que pode impactar significativamente as receitas municipais e estaduais.
O projeto foi defendido por diversos deputados que argumentaram que a medida é necessária para garantir a liberdade religiosa e o funcionamento das igrejas. No entanto, críticos apontam que a ampliação da imunidade tributária pode resultar em uma perda de arrecadação para os cofres públicos, afetando serviços essenciais à população.
Votação e posicionamentos
Durante a votação, 300 deputados se manifestaram a favor da PEC, enquanto 150 se opuseram. Entre os favoráveis, destacaram-se representantes de partidos religiosos, que enfatizaram a importância do apoio governamental às atividades sociais realizadas por igrejas. Por outro lado, partidos de oposição levantaram preocupações sobre a falta de transparência e a possibilidade de favorecimento a determinadas instituições.
O impacto da aprovação da PEC pode ser sentido em diversas áreas, especialmente na educação e na saúde, onde os recursos são frequentemente escassos. Municípios que dependem de impostos para financiar serviços públicos podem enfrentar dificuldades adicionais, uma vez que a isenção tributária pode reduzir a base de arrecadação.
Além disso, a proposta deve passar por nova análise no Senado, onde o debate promete ser igualmente intenso. A expectativa é que senadores discutam não apenas os aspectos financeiros, mas também as implicações sociais da medida.
A aprovação da PEC também reacende o debate sobre a relação entre Estado e religião no Brasil. A discussão sobre a imunidade tributária de igrejas é um tema recorrente que envolve questões de laicidade e a função social das instituições religiosas.
Com a votação concluída na Câmara, a sociedade civil e os especialistas em política pública agora observam atentamente os próximos passos no Senado. O desdobramento dessa PEC pode moldar o cenário tributário e social do país nos próximos anos.











