Os riscos de tratamentos estéticos para varizes têm gerado preocupação entre especialistas da área de saúde. A busca por soluções rápidas e eficazes para o problema estético pode levar a complicações graves, como trombose e infecções, se não houver uma avaliação médica adequada. O médico Eraldo Arraes, diretor de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), alerta sobre a importância de um diagnóstico correto antes de qualquer procedimento.
A escleroterapia, um dos métodos mais utilizados para tratar “vasinhos” e pequenas varizes, tem sido frequentemente banalizada. Muitas vezes, esse procedimento é realizado por profissionais sem a formação necessária, o que pode colocar a saúde do paciente em risco. Arraes enfatiza que a realização inadequada desse tratamento pode resultar em consequências sérias, como necrose da pele e reações alérgicas.
Entenda os riscos de tratar varizes sem acompanhamento médico adequado
O aumento de casos de complicações fatais tem levado os especialistas a se mobilizarem contra a prática ilegal da medicina. Recentemente, um caso trágico no interior de São Paulo reacendeu o debate sobre a segurança em procedimentos estéticos. A falta de qualificação profissional e a banalização do tratamento são questões que precisam ser abordadas com urgência.
Segundo Eraldo, a percepção equivocada de que o tratamento de varizes é apenas uma questão estética pode levar a diagnósticos errados. Muitas vezes, condições venosas mais sérias estão presentes, e a falta de uma avaliação vascular adequada pode resultar em tratamentos inadequados. Isso não só compromete a saúde do paciente, mas também pode agravar problemas já existentes.
Além de complicações estéticas, a escleroterapia mal realizada pode causar manchas permanentes e até eventos mais graves. É fundamental que os pacientes estejam cientes dos riscos envolvidos e busquem sempre a orientação de um especialista qualificado.
Saiba como se proteger
Para evitar complicações, é essencial que os pacientes estejam atentos a alguns sinais de alerta antes de realizar qualquer procedimento. Desconfie de clínicas que não realizam uma avaliação clínica detalhada ou que oferecem preços muito abaixo do mercado. Essas podem ser indicações de que o tratamento não será realizado de forma segura.
Outro ponto importante é verificar se o profissional possui Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em angiologia e/ou cirurgia vascular. Apenas ter o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) não garante que o médico tenha a especialização necessária para realizar o procedimento de forma segura.
Por fim, a população pode consultar o site da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, que disponibiliza uma ferramenta para encontrar especialistas certificados. Essa é uma maneira eficaz de garantir que o tratamento será realizado por um profissional qualificado e que a saúde estará em boas mãos.











