A recente alta do petróleo, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, já está impactando os preços dos combustíveis no Brasil. A Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48 por litro na gasolina vendida às distribuidoras, a partir desta sexta-feira (29). No entanto, um subsídio do governo federal deve limitar o aumento nas bombas a cerca de R$ 0,03 por litro.
Esse ajuste ocorre em um contexto de pressão do mercado internacional de petróleo, especialmente após o agravamento das relações entre Irã, Israel e Estados Unidos. Com o preço do barril Brent em alta, o governo implementou uma subvenção temporária para mitigar o impacto sobre os consumidores brasileiros.
Embora a Petrobras tenha anunciado o reajuste, o desconto de R$ 0,44 por litro oferecido pela União praticamente anula o repasse às distribuidoras. De acordo com a estatal, o preço médio da gasolina comum nos postos deve ter um aumento residual.
O preço do petróleo Brent, referência no mercado internacional, subiu de US$ 72,48 para US$ 94,29 desde o início da crise, acumulando uma alta de quase 30%. Essa pressão internacional foi intensificada por restrições no tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, que é responsável por mais de 20% do comércio mundial de petróleo.
O governo federal autorizou a concessão de subvenção econômica para produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo por meio da Medida Provisória nº 1.358/2026. Essa medida cobre parte dos custos relacionados a tributos federais e terá validade inicial de dois meses, podendo ser prorrogada se a crise internacional persistir.
A gasolina “A” é vendida pelas refinarias às distribuidoras, enquanto a gasolina “C”, que chega aos postos, é composta por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. A participação da Petrobras no preço final ao consumidor aumentou de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, mas ainda está 27,6% abaixo do valor registrado no final de 2022.











