O setor da maçã no Brasil encerrou a safra 2026 com um olhar atento aos desafios fitossanitários e climáticos que podem impactar o próximo ciclo da cultura. Essa preocupação foi o foco central da quinta edição do encontro Eloos Maçã, realizado pela Sipcam Nichino Brasil nos dias 20 e 21 de maio, em Gramado (RS).
O evento reuniu especialistas, técnicos e representantes da agroindústria para discutir os principais gargalos da produção brasileira e as perspectivas para a próxima safra, especialmente diante da possibilidade de um fenômeno El Niño mais intenso. A integração de diferentes segmentos da cadeia produtiva foi destacada como fundamental para o desenvolvimento de soluções eficazes.
Desafios climáticos e fitossanitários
Durante o encontro, os especialistas avaliaram os impactos da safra recém-encerrada e os riscos associados às condições climáticas para o próximo ciclo. A possibilidade de um El Niño forte eleva a preocupação entre os produtores, especialmente no Sul do Brasil, onde a umidade pode aumentar e favorecer a pressão de doenças nos pomares.
Entre os principais desafios discutidos estão a grafolita, a mosca-das-frutas, a mancha da gala, a sarna da macieira e o cancro europeu. Essas pragas e doenças são responsáveis por perdas significativas na produtividade e qualidade da fruta, exigindo um manejo técnico cada vez mais eficiente.
O encontro contou com a participação de renomados especialistas do setor, que apresentaram análises sobre produtividade, sanidade vegetal e novas estratégias de manejo. A troca de conhecimentos entre pesquisadores e consultores é essencial para enfrentar os desafios da pomicultura brasileira.
Inovação com bioestimulantes
Um dos temas que ganhou destaque foi o uso crescente de bioestimulantes na produção de maçã. A Sipcam Nichino tem investido em tecnologias que visam o desenvolvimento fisiológico dos pomares, com resultados promissores em termos de produtividade e qualidade dos frutos.
Os bioestimulantes têm contribuído para uma maior uniformidade nos pomares, incremento na produtividade e fortalecimento do desenvolvimento vegetativo. Essa inovação é vista como uma estratégia importante para garantir a competitividade do setor, especialmente em um cenário de mudanças climáticas.
À medida que a nova safra se aproxima, o setor da maçã deve manter uma atenção redobrada ao clima e à pressão fitossanitária. A adoção de novas tecnologias e práticas de manejo será crucial para enfrentar os desafios e garantir a qualidade da produção, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores.











