Uma nova pesquisa da CB Consultora revela um cenário de disputa acirrada pela Presidência do Peru no segundo turno, que ocorrerá no próximo domingo, dia 7 de junho. Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, lidera com 38,6% das intenções de voto, enquanto Roberto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, aparece com 36,5%. O resultado indica um empate técnico entre os candidatos.
O levantamento, realizado entre 25 e 30 de maio, entrevistou 1.595 eleitores pela internet e apresenta uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. Além disso, 15,1% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, e 9,8% se mostraram indecisos.
Contexto político no Peru
Keiko Fujimori, que já havia participado de eleições anteriores, venceu o primeiro turno com 17% dos votos, enquanto Roberto Sánchez obteve 12%. O pleito de 11 de abril foi marcado por uma fragmentação significativa, com 35 candidatos disputando, além de falhas logísticas e denúncias de fraude que geraram desconfiança entre os eleitores.
O segundo turno deste ano promete ser tão disputado quanto o de 2021, quando Fujimori perdeu para Pedro Castillo, que conquistou 50,12% dos votos. A instabilidade política no país, que culminou na destituição e prisão de Castillo, continua a influenciar o clima eleitoral e a percepção dos eleitores.
A eleição peruana tem relevância global, especialmente para países da América Latina, que observam atentamente como as dinâmicas políticas se desenrolam na região. O resultado pode impactar não apenas a política interna do Peru, mas também as relações diplomáticas e econômicas com outros países, incluindo o Brasil.
Para os brasileiros, a situação no Peru é um reflexo das tensões políticas que podem surgir em democracias da região. A proximidade geográfica e os laços econômicos tornam essencial acompanhar as eleições peruanas, que podem influenciar decisões políticas e comerciais entre os dois países.











