A Justiça da Colômbia determinou que o candidato presidencial de extrema-direita Abelardo de la Espriella deve pedir desculpas públicas por comentários sexistas feitos durante uma entrevista. A decisão, proferida em 2 de junho de 2026, destaca a importância de combater a violência de gênero e os estereótipos discriminatórios no país.
De la Espriella, que ficou em primeiro lugar no primeiro turno das eleições, enfrentará um segundo turno contra o senador de esquerda Iván Cepeda no dia 21 de junho. A juíza de Bogotá deu um prazo de 48 horas para que o candidato se retrate, considerando suas declarações como uma forma de violência contra as mulheres.
Impacto das declarações na sociedade colombiana
Durante uma entrevista no programa de rádio Piso 8, o candidato exibiu uma fotografia íntima em seu celular e pressionou uma jornalista a comentar sobre a imagem. A juíza argumentou que essas ações perpetuam estereótipos prejudiciais e constituem uma violação dos direitos das mulheres.
A repercussão das declarações de De la Espriella gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com muitos defendendo que suas palavras não podem ser tratadas como uma simples piada. A jornalista envolvida expressou seu descontentamento, afirmando que se sentiu assediada e violada pela situação.
Embora o candidato tenha se desculpado, alegando que suas palavras foram ditas em um contexto humorístico, o tribunal rejeitou essa justificativa. A decisão judicial enfatiza que a questão vai além da linguagem coloquial, abordando a forma como as mulheres são vistas no cenário político.
As propostas de De la Espriella, que incluem a defesa da família tradicional, têm gerado preocupações sobre o impacto de sua candidatura na luta pelos direitos das mulheres e na igualdade de gênero na Colômbia. O cenário político do país está em constante transformação, e as próximas eleições podem refletir uma mudança significativa na percepção social sobre esses temas.
O caso também levanta questões sobre como o Brasil e outros países da América Latina lidam com a misoginia e a violência de gênero na política. A discussão sobre a representação feminina e o respeito no ambiente político é cada vez mais relevante, especialmente em um contexto onde líderes populistas ganham destaque.











