Uberlandia, MG Sex, 02 de outubro
24° Máx. 25° · Mín. 19° Nublado
Previsão para Uberlândia Hoje: nublado
Amanhã, 03/10 24° 19° 78% chuva
dom, 04/10 28° 20° 96% chuva
seg, 05/10 27° 20° 49% chuva
ter, 06/10 27° 20° 76% chuva
qua, 07/10 29° 19° 76% chuva
qui, 08/10 30° 19° 26% chuva
sex, 09/10 30° 21° 14% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Atualização: Safatle defende que pensadores nomeiem o fascismo
Imagem: Reprodução
Últimas notícias

Atualização: Safatle defende que pensadores nomeiem o fascismo

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

O filósofo Vladimir Safatle, em recente entrevista, defendeu que pensadores não devem temer nomear o fascismo em contextos contemporâneos. Ele critica a resistência de intelectuais em classificar movimentos autoritários da extrema direita como fascistas, destacando a necessidade de reconhecer essa realidade.

Safatle, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, argumenta que a naturalização de formas de violência típicas do fascismo em democracias liberais é um fenômeno preocupante. Ele afirma que essa violência é frequentemente direcionada a grupos específicos, evidenciando uma estrutura de desigualdade social.

Reflexões sobre o fascismo no Brasil

Durante a Feira do Livro em São Paulo, onde participará de um debate sobre novos fascismos globais, Safatle ressaltou que a compreensão do fascismo deve ir além do contexto histórico da década de 1930. Para ele, é fundamental que o ambiente acadêmico reflita sobre a evolução desse conceito na atualidade.

O filósofo também destacou que a violência fascista no Brasil tem raízes na história colonial do país. Ele argumenta que as práticas de violência e exclusão social presentes na sociedade brasileira são heranças desse passado, que ainda se manifestam nas relações entre o Estado e a população.

Safatle enfatiza que a resistência em nomear o fascismo pode ser vista como cumplicidade com um processo que perpetua a violência e a precarização das vidas. Ele sugere que a universidade deve realizar uma autocrítica sobre sua incapacidade de reconhecer essa história e suas implicações.

Por fim, o filósofo alerta que a escolha por uma lógica fascista não é apenas uma regressão moral, mas uma decisão racional em um contexto de crise. Ele conclui que é essencial que os partidos e organizações sociais compreendam essa dinâmica para enfrentar a ameaça do fascismo nas democracias liberais.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...